Isabel Teixeira, Lilia Cabral e Susana Vieira se reúnem no 'Conversa com Bial' para falar sobre grandes vilãs de novelas

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Fonte da notícia: Extra Extra

Que noveleiro não se lembra de Branca Letícia, a prepotente socialite vivida por Susana Vieira em “Por amor” (1997)? E de Marta (“Páginas da vida, 2006), Valentina (“O Sétimo Guardião”, 2018) e Maristela (“Garota do momento”, 2025), as megeras encarnadas por Lilia Cabral? As duas atrizes são as convidadas do “Conversa com Bial” desta terça-feira (28), ao lado de Isabel Teixeira, que interpreta a maior vilã da atualidade: a Pilar, de “Quem ama cuida”. Ao longo do encontro, as convidadas refletem sobre o que caracteriza uma grande vilã, debatem a linha tênue entre composição e caricatura e compartilham histórias dos bastidores de personagens que marcaram suas trajetórias. Para Isabel Teixeira, a construção de uma antagonista exige que a atriz encontre a verdade da personagem. “A atriz vive de subtexto. A personagem fala uma coisa e pensa outra. E pensamento aparece. Aprendi com o diretor Walter Carvalho que a câmera filma pensamento”, afirma. Isabel Teixeira, Lilia Cabral e Susana Vieira são convidadas do "Conversa com Bial" Beatriz Damy/Rede Globo/Divulgação Lilia Cabral lembra que a linguagem das novelas mudou ao longo das décadas e que a busca por personagens cada vez mais complexas acompanha essa transformação. “Acho que antigamente era necessário deixar muito claro para o público quem era o vilão. Houve uma evolução da linguagem. Isso não significa que os vilões deixaram de existir, mas que ficou cada vez mais importante buscar uma verdade interna”, analisa. Durante a conversa, as atrizes também comentam o fascínio que essas personagens exercem sobre o público. Isabel diverte-se ao contar as reações que recebe nas ruas por causa da Pilar de "Quem ama cuida": “O que eu estou curtindo mesmo é ser xingada. Quando alguém me encontra e reclama da Pilar, eu digo: ‘Pode xingar!’. É sinal de que a personagem chegou nas pessoas”. Susana Vieira destaca a importância do texto na construção de Branca Letícia de Barros Mota: “A vilania dela era o texto. Ela sentava à mesa, pedia duas torradas e dizia coisas terríveis. Depois descobri que o Manoel Carlos colocava nela muitas das críticas que fazia à sociedade”.

Lilia Cabral e Susana Vieira no "Conversa com Bial" Beatriz Damy/Rede Globo/Divulgação A lembrança leva a conversa a um questionamento: seria Branca mais vilã do que Helena (Regina Duarte), que trocou os bebês na trama? Lilia Cabral amplia a reflexão: “Quem é mais vilã? A pessoa que fala barbaridades ou alguém que toma uma decisão como trocar bebês, por exemplo? Às vezes, a vilania está em um gesto, numa escolha aparentemente silenciosa”. O episódio passa ainda pela tradição da teledramaturgia brasileira e pelo papel das novelas na formação cultural do país.

Lilia Cabral, Pedro Bial, Isabel Teixeira e Susana Vieira no "Conversa com Bial" Beatriz Damy/Rede Globo/Divulgação “Estamos há mais de 70 anos fazendo novelas. Eu fui criada por novelas. Quando ouvi a voz da Susana hoje, veio uma memória muito antiga. É uma voz da minha família. E não é só da minha família, é da família de milhões de brasileiros”, diz Isabel Teixeira. Além da conversa sobre as grandes antagonistas da TV, o programa traz um momento descontraído em que as atrizes revivem trejeitos, olhares e frases marcantes de personagens como Branca, Marta e Pilar.

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