Irã revela já ter resposta a nova proposta de paz e chama planos apresentados de 'irracionais'

 

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O Irã elaborou sua resposta às propostas de paz para a guerra no Oriente Médio transmitidas por meio de mediadores e a anunciará quando necessário, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (6).

Esmaeil Baghaei afirmou que as negociações não poderiam ocorrer sob ameaças, alertando que as ameaças dos EUA de atacar infraestruturas configurariam crimes de guerra. Ele acrescentou que o foco do Irã permanece na defesa do país em meio aos ataques contínuos, enquanto a diplomacia prossegue em paralelo aos esforços militares.

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'Há alguns dias, eles apresentaram propostas por meio de intermediários, e o plano americano de 15 pontos foi replicado pelo Paquistão e alguns outros países amigos', disse ele, acrescentando que 'tais propostas são extremamente ambiciosas, incomuns e ilógicas'.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores rejeitou a ideia de que dialogar com mediadores seja um sinal de derrota na guerra.

'O fato de a República Islâmica do Irã apresentar suas opiniões de forma rápida e corajosa em resposta a um plano não deve ser considerado um sinal de rendição ao inimigo'.

O Irã e os Estados Unidos receberam um plano para um cessa-fogo temporário que depois se tornaria um plano de paz para a guerra do Oriente Médio. As informações são da agência de notícias Reuters.

Entre as propostas, se forem concordadas pelas partes, está da reabertura ainda nesta segunda-feira (6) do Estreito de Ormuz.

O potencial acordo, que assumiria a forma de um memorando de entendimento, foi finalizado pelo Paquistão e enviado ao Irã e a Israel durante a noite, disse a agência, confirmando o que o site Axios havia relatado anteriormente sobre a possibilidade de um acordo em duas fases, com uma trégua imediata seguida de um acordo abrangente.

'Todos os elementos devem ser acordados nesta segunda', disse a fonte, enfatizando, porém, ao contrário do que o Axios havia relatado, que o Paquistão é o único canal de comunicação entre as partes.

Além do cessar-fogo imediato, o plano prevê um prazo de 15 a 20 dias para que as duas partes finalizem os detalhes de um pacto permanente.

Segundo a Reuters, o acordo final incluiria o compromisso iraniano de não buscar armas nucleares em troca do alívio de sanções econômicas e a liberação de ativos congelados.

Apesar de confirmar o recebimento do plano, um alto funcionário do governo iraniano declarou à agência que o Irã não aceita um cessar-fogo apenas temporário e que não reabrirá o Estreito de Ormuz sem garantias de um acordo permanente. Teerã também afirmou que não aceitará ser pressionada por prazos impostos por Washington.

Trump afirmou que iria causar um 'inferno' no Irã a partir desta segunda (6)

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de gabinete do governo.

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Neste Domingo de Páscoa, o presidente dos Estados Unidos disse que vai “causar um inferno” e atacar usinas de energia e pontes do Irã a partir desta segunda-feira (6), se o regime não reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

A destruição de usinas de energia, estações de dessalinização, poços de petróleo, estradas, pontes e outras infraestruturas causaria sofrimento generalizado para milhões de iranianos e, na maioria dos casos, seria considerada um crime de guerra sob o direito internacional.

Na avaliação do professor de Relações Internacionais da PUC Minas, Danny Zahreddine, o novo ultimato de Trump sinaliza objetivos políticos para o encerramento da guerra.

A nova ameaça de Trump foi feita logo depois do resgate de um piloto americano que passou mais de 40 horas escondido após o caça dos Estados Unidos ser abatido pelo Irã.

O oficial da Força Aérea americana se escondeu na fenda de uma montanha enquanto estava sendo caçado por iranianos em busca de uma recompensa anunciada pela República Islâmica na TV estatal.

Durante o longo período de espera, o militar ferido escalou mais de 2 mil metros após se ejetar do F-15E.

Segundo Trump, não houve baixas americanas durante a operação e o oficial foi resgatado gravemente ferido.

Segundo o jornal The New York Times, o piloto foi levado para o Kuwait para receber tratamento médico. O presidente dos Estados Unidos classificou a operação como uma das missões 'mais ousadas' da história americana.

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Jack Guez/AFP