Irã relaciona guerra com os Estados Unidos a confronto na antiguidade entre Pérsia e Roma; entenda
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, publicou nas redes sociais uma comparação entre a guerra do Irã com os Estados Unidos a um antigo conflito que ocorreu entre Roma, a grande potência militar na antiguidade, com o Império Persa.
Nas redes sociais, Baghaei divulgou uma imagem de Ormuz com o baixo-relevo de Naqsh-e Rostam, o sítio arqueológico ao norte de Persépolis, que retrata a captura de dois imperadores romanos, Filipe, o Árabe, e Valeriano, pelas mãos do mais longevo rei sassânida, Sapor I, um choque para o Ocidente antigo
'Roma era o centro indiscutível do mundo, os iranianos destruíram essa ilusão', e o imperador 'teve que ceder', escreve ele.
O caso mais marcante é de Filipe, que chegou com muitas tropas para atacar o império persa, entretanto rapidamente perdeu e foi capturado. Ele precisou negociar um acordo para sua libertação, em que deu terras e 500 mil moedas de ouro, segundo fontes da antiguidade.
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O regime islâmico que assumiu o Irã desde 1979, com a revolução islâmica, nunca foi tão próximo dos símbolos persas, apesar de referências em alguns momentos.
No entanto, desde o conflito em 2025, com os ataques americanos, vem se utilizando de forma recorrente dos simbolismos do passado iraniano.
Acordo entre EUA e Irã
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa.
Kent NISHIMURA / AFP
A cotação do petróleo abriu a semana abaixo de 100 dólares diante da iminência de um possível acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos. O fim a guerra normalizaria o trânsito de navios no Estreito de Ormuz em 30 dias, segundo uma agência iraniana.
Nas últimas horas, os preços da commodity despencaram mais de 6% com os sinais de avanço nas negociações.
O barril do tipo Brent, que serve de referência no mundo, caiu para a casa dos noventa e oito dólares, quebrando uma sequência de altas provocada pela guerra.
Apesar do alívio, o presidente Donald Trump usou as redes sociais para afirmar que o pacto ainda não está fechado e que não pretende apressar as negociações.
Apesar da trégua nos preços, a agência iraniana Tasnim alertou que o esboço do acordo ainda pode fracassar. O futuro do programa nuclear do país continua sendo o principal impasse na mesa dos diplomatas.
O rascunho do plano prevê a suspensão dos combates e a reabertura do Estreito por 60 dias, sem a cobrança de taxas de navegação por parte do Irã. Em troca, os Estados Unidos levantariam o bloqueio naval aos portos iranianos.
A proposta prevê ainda o congelamento do enriquecimento de urânio e a devolução de 25 bilhões de dólares em ativos iranianos que estão retidos em bancos internacionais.
