Acordo entre EUA e Irã está próximo? Países admitem consensos, mas divergem da proximidade de assinatura

Acordo entre EUA e Irã está próximo? Países admitem consensos, mas divergem da proximidade de assinatura

 

Fonte: Bandeira



Apesar de admitirem consensos sobre um acordo para o final da guerra no Oriente Médio, Irã e Estados Unidos possuem posições diferentes sobre a finalização do acordo de paz entre os dois países.

Nesta segunda-feira (25), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, concedeu uma coletiva de imprensa, em que destacou:

'É verdade que chegamos a um consenso sobre muitas questões por meio da mediação paquistanesa, mas ninguém pode afirmar que a assinatura de um acordo seja iminente'.

Em declarações posteriores, ele acrescentou que as negociações avançaram, mas que qualquer acordo iminente 'depende dos americanos', afirmando que 'há assuntos muito mais importantes para tratar'.

Baqaei também pareceu criticar o presidente dos EUA e alguns de seus principais assessores, dizendo que o Irã tinha coisas melhores para fazer do que responder a tweets americanos

'Temos assuntos muito mais importantes para tratar, e se gastarmos nosso tempo respondendo aos tweets, fotos e postagens da outra parte, não conseguiremos nos concentrar nessas prioridades'.

Do outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em uma visita a Índia que talvez havia uma chance para um acordo 'nas próximas horas'.

Segundo ele, 'progressos significativos, embora não definitivos, foram feitos nas negociações e que o mundo não precisará mais temer que o Irã adquira armas nucleares'. Rubio disse ao India Today que a 'primeira fase' a ser abordada será a reabertura completa do Estreito.

'A segunda é que o Irã deve se engajar em negociações sérias sobre três questões: seu compromisso de nunca possuir armas nucleares, restrições de longo prazo às suas capacidades de enriquecimento e o que fazer com o urânio altamente enriquecido?'.

Trump buscou extrair mais concessões do Irã do que as previstas no acordo de 2015, firmado durante o governo Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente sob o governo do presidente Trump.

Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio

Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Em meio a isso, a cotação do petróleo abriu a semana abaixo de 100 dólares diante da iminência de um possível acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos. O fim a guerra normalizaria o trânsito de navios no Estreito de Ormuz em 30 dias, segundo uma agência iraniana.

Nas últimas horas, os preços da commodity despencaram mais de 6% com os sinais de avanço nas negociações.

O barril do tipo Brent, que serve de referência no mundo, caiu para a casa dos noventa e oito dólares, quebrando uma sequência de altas provocada pela guerra.

Apesar do alívio, o presidente Donald Trump usou as redes sociais para afirmar que o pacto ainda não está fechado e que não pretende apressar as negociações.

Mesmo com a trégua nos preços, a agência iraniana Tasnim alertou que o esboço do acordo ainda pode fracassar. O futuro do programa nuclear do país continua sendo o principal impasse na mesa dos diplomatas.

O rascunho do plano prevê a suspensão dos combates e a reabertura do Estreito por 60 dias, sem a cobrança de taxas de navegação por parte do Irã. Em troca, os Estados Unidos levantariam o bloqueio naval aos portos iranianos.

A proposta prevê ainda o congelamento do enriquecimento de urânio e a devolução de 25 bilhões de dólares em ativos iranianos que estão retidos em bancos internacionais.

Mapa do Irã divulgado pela Marinha do país.

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