Irã reage a derrota de Trump nas midterms e diz que americanos defendem fim da guerra

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Fonte da notícia: CBN CBN

O Irã reagiu com duas autoridades sobre a derrota de Donald Trump e do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as midterms. O chefe do Judiciário iraniano, Gholam-Hossein Mohseni-Ejèi, afirmou que Trump fracassou tanto nas urnas quanto no conflito contra o Irã.

'Trump fracassou militar e politicamente. Certamente lhe infligiremos novas derrotas.

O dia 4 de novembro sempre foi um dia de derrota para os americanos. Honramos a memória de todos os estudantes mártires, tanto do ensino fundamental e médio quanto universitários, e, em particular, os queridos estudantes mártires de Minab', escreveu ele nas redes sociais, citando a escola atingida por ataques aéreos americanos no início do conflito Irã-EUA, em 28 de fevereiro, que resultou na morte de pelo menos 168 pessoas, a maioria estudantes, homens e mulheres.

Além disso, outro comentário veio do presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que foi responsável pelas negociações com os EUA. Ele escreveu nas redes sociais que os americanos estavam votando 'não à guerra'.

Em grande derrota para Trump, democratas tomam controle da Câmara e do Senado nos EUA Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

KENT NISHIMURA / AFP Em uma derrota grande para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Partido Democrata confirmou o que as pesquisas mostravam e vai controlar a Câmara dos Representantes e o Senado americano.

Pelos próximos dois anos, a oposição terá maioria nas duas casas, o que causará desafios ao governo do presidente republicano. O Partido Democrata terá no mínimo 53 das 100 vagas no Senado e caminha para obter maioria expressiva na Câmara.

Uma projeção da rede NBC aponta 255 deputados democratas contra 180 republicanos. Como o total de parlamentares é de 435, o número para alcançar a maioria é 218.

Até agora, os democratas já conseguiram duzentas e dezenove vagas contra 126 do partido Republicano. Os democratas conquistaram cadeiras no Senado americano em estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Ohio, Iowa, Kansas e as Carolinas do Norte e do Sul.

Em uma surpreendente dupla vitória democrata em dois dos estados mais conservadores do país, James Talarico derrotou Ken Paxton no Texas, e Annie Andrews obteve uma vitória inesperada sobre Darline Graham na Carolina do Sul. O partido de oposição também garantiu a reeleição de senadores em 11 Estados.

Entre os motivos apontados para a derrota de Trump está o aumento do custo de vida, principal preocupação dos eleitores americanos nas eleições de meio de mandato, segundo pesquisas de opinião. A alta dos combustíveis e os efeitos econômicos da guerra contra o Irã contribuíram para a insatisfação com o governo Donald Trump.

As tarifas sobre produtos importados também estiveram no centro do debate eleitoral.

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