Um projeto de lei em análise no Irã prevê multas de até 20% do valor da carga de navios que desrespeitarem novas restrições de trânsito no Estreito de Ormuz.
A apuração é da agência estatal Fars.
A proposta estabelece novas regras para a movimentação de embarcações na passagem marítima, por onde é transportada uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.
O governo iraniano pretende ampliar o controle sobre a entrada e a saída de navios no estreito, em um modelo de gestão conjunta com Omã.
De acordo com uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Irã ouvida pela agência, inicialmente os navios entrariam no estreito pelo corredor norte, próximo à costa iraniana, e sairiam pelo corredor sul, perto da costa de Omã.
Depois de um período de transição, os dois corredores seriam desativados e a navegação passaria a ocorrer por um corredor central.
Nesse modelo, a entrada dos navios ficaria sob gestão do Irã, enquanto a saída seria administrada pelos dois países.
As embarcações também deverão pagar tarifas pelos serviços prestados durante a passagem.
Segundo o governo iraniano, os valores dependerão de fatores como assistência, seguro, abastecimento de combustível e taxas ambientais.
O governo do Irã também negou divergências com Omã sobre a cobrança de tarifas equivalentes a 3 ou 7% do valor das cargas.
Na quarta-feira, o governo iraniano afirmou ter chegado a um acordo com Omã sobre uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos se opõem ao modelo e defendem que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação internacional, sem novas restrições ou controle soberano adicional.
Irã estuda multa para navios que desrespeitaram restrições no Estreito de Ormuz
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