O Departamento de Estado dos Estados Unidos passará a analisar as contas em redes sociais de jornalistas estrangeiros que solicitarem vistos para trabalhar no país, segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo site conservador The Daily Signal.
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A matéria cita um memorando interno segundo o qual uma iniciativa do governo do presidente Donald Trump, que exige que candidatos a diversos tipos de visto tornem públicas suas contas em redes sociais para análise, será ampliada para incluir representantes da imprensa estrangeira.
Segundo o texto, candidatos a outro tipo de visto destinado a trabalhadores do Canadá e do México também passarão a ser submetidos a essa verificação.
A Casa Branca e as contas oficiais do Departamento de Estado na rede X compartilharam um link para a reportagem, mas o Departamento de Estado se recusou a confirmar os detalhes, alegando sua política de não comentar "supostos documentos internos".
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que o procedimento, chamado pelo órgão de "verificação de presença online", é utilizado para assegurar que os candidatos atendam aos requisitos da legislação americana para obtenção de visto.
"O Departamento de Estado está examinando e verificando, na máxima extensão possível, todos os estrangeiros que buscam ingresso nos Estados Unidos para garantir que respeitem a legislação americana, incluindo as condições de sua admissão, e que não representem ameaça à segurança nacional, à segurança pública ou aos interesses nacionais dos EUA", afirmou o porta-voz.
"Os agentes utilizam diversos métodos para tomar decisões bem fundamentadas que protejam a segurança nacional, previnam fraudes e garantam uma análise completa dos candidatos", acrescentou.
Não ficou claro quando a nova política, caso seja implementada, entrará em vigor.
No mês passado, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) endureceu as regras sobre o tempo de permanência nos Estados Unidos de jornalistas estrangeiros que trabalham no país, assim como de outros portadores de visto, incluindo estudantes estrangeiros.
A medida amplia uma série de ações adotadas pelo governo Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, para incorporar manifestações em plataformas digitais às decisões sobre imigração e concessão de vistos.
Essas iniciativas têm despertado preocupações entre defensores das liberdades civis quanto à liberdade de expressão.
O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) já informou que examinará publicações em redes sociais de imigrantes e solicitantes de visto, inclusive em busca do que considera conteúdo antissemita ou "antiamericano".
O governo também cancelou vistos de estudantes estrangeiros que participaram de manifestações pró-Palestina e, em alguns casos, tentou deportá-los.
O Departamento de Estado informou, em outubro de 2025, que revogou os vistos de seis estrangeiros por comentários sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e afirmou que continuará identificando portadores de visto que, segundo sua avaliação, tenham celebrado a morte do ativista.
