O Irã enviou ao presidente Donald Trump uma lista formal de condições para o fim da guerra, afirmou o secretário do Conselho Supremo Nacional de Segurança do país, Mohsen Rezaei à rede Al Jazeera no fim deste sábado (19). "Permanecemos em contato com o mediador Qatar, que repassou nossas condições a Washington com o objetivo de colocar um fim à guerra. Estamos esperando a resposta do presidente Trump. Nossas condições são um fim para a guerra em todos os frontes, a liberação de nossos fundos congelados e um fim para o bloqueio naval", sinalizou Rezaei. Esta foi a primeira vez, desde o início do conflito em fevereiro, que o Irã não exige reparações pelas suas perdas materiais e humanas. Apesar de ter tomado a iniciativa de negociar a paz, Rezaei garante que "é do interesse de Washington" aceitar as exigências iranianas e subiu o tom. As ameaças de Trump não alcançarão nenhum resultado. Estamos preparados para uma guerra decisiva. Ele ainda disse que "Teerã está pronta", caso Trump decida fazer um novo ataque. Mediadores do Qatar e do Paquistão têm feito a ponte entre EUA e Irã para reestabelecer as negociações desde o fim do memorando de entendimento que perdeu a validade no último mês. O novo presidente do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, durante debate eleitoral em 2021 quando se candidatou à presidência do país AFP/Iranian Young Journalist Club (YJC) Entre suas "provas" de que iranianos estariam prontos para uma escalada, o líder militar citou que suas forças testaram recentemente um míssil antinavio de ogivas múltiplas próximo a uma embarcação americana — simulando um ataque. Ele garantiu que as ogivas ainda podem ser aprimoradas. Rezaei confirmou que a guerra deve ficar confinada ao Golfo; o Irã não tem planos de atacar o território continental dos EUA, mas apenas suas bases e recursos navais que se estendem da costa iraniana ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. O intuito de qualquer futura operação iraniana é acertar "de maneira pesada" no bolso dos americanos, que têm amplo interesse no comércio de petróleo regional. EUA pode "impulsionar" a saída de Teerã de pacto antinuclear Rezaei garantiu que o país não tem planos de se retirar do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, mas que possíveis sanções ou posturas hostis de Trump ou do Conselho de Segurança da ONU podem levar Teerã a escolher se adotará armas nucleares ou não. Apesar disso, ele garante que o país continua a honrar neste momento uma fatwa — decreto religioso — do Aiatolá Khomeini que proibia este tipo de armamento. Ele sinalizou que Ormuz segue vital para a paz e que o Irã quase chegou a um acordo com Omã de retomada de circulação, mas que a falta de apoio regional acabou colocando a proposta na gaveta. Mesmo assim, o Irã não tem interesse em fechar o Estreito de Bab al-Mandeb para pressionar o mercago energético global, garantiu. O corredor marítimo é "problema do Iêmen", segundo Rezaei, que garantiu que o Irã não está envolvido na guerra dos Houthis contra o governo local.
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Irã envia a Trump lista de condições para o fim de conflito, mas ameaça: "Estamos preparados para guerra decisiva"
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