Irã contesta afirmação da França que diplomatas teriam sido detidos e intimidados no país

Irã contesta afirmação da França que diplomatas teriam sido detidos e intimidados no país

Fonte: Bandeira



Em uma declaração nesta quarta-feira (22), o governo iraniano negou a fala do governo francês que dois diplomatas teriam sofrido intimidação e que foram detidos por horas quando foram a Teerã, capital do Irã.

Mohammad Tanhaei, funcionário do Ministério das Relações Exteriores iraniano, afirmou à imprensa estatal que isso não teria ocorrido, o que foi rejeitado pela França, reafirmando o caso.

Nessa terça (21), o Ministério das Relações Exteriores da França fez uma convocação oficial ao encarregado de negócios do Irã no país por conta do caso.

Segundo o governo, os diplomatas tiveram telefones confiscados, além de sofrerem intimidações e terem sido impedidos de falar com a embaixada.

Um até mesmo sofre agressões.

Tanhaei declarou que eles foram questionados por agentes de segurança após encontrarem com pessoas investigadas, mas 'transferiram os dois indivíduos para a polícia diplomática assim que perceberam sua ligação com a embaixada francesa'.

Do outro lado, Pascal Confavreux, porta-voz das Relações Exteriores francesa, negou, dizendo que os diplomatas foram até Teerã se encontrar com um fornecedor da embaixada no país.'

'Eles estavam atuando em um contexto profissional e, apesar de terem informado suas identidades e profissões, foram mantidos por quatro horas', disse.

Segundo o porta-voz, houve diversos casos de intimidação em meio a tentativa francesa de manter contatos com membros da sociedade civil durante os protestos reprimidos no Irã.

O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, disse que o caso teria consequências e que Paris estava analisando as opções, anunciando uma retaliação nesta quinta-feira (23).

Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que conversou com Barrot, destacando que os atos dos diplomatas foram 'inconvencionais e pouco profissionais'.

Presidente da França, Emmanuel Macron, em visita ao Chipre.

GONZALO FUENTES / POOL / AFP