Irã anuncia ter enviado pequenos submarinos para Ormuz a fim de defender via
Um alto comandante da Marinha iraniana afirmou que o país mobilizou alguns de seus pequenos submarinos, chamados de 'golfinhos do Golfo Pérsico', no Estreito de Ormuz para causar ainda mais dificuldades aos americanos e tentar defender a via.
A informação foi revelada em entrevista à mídia estatal. O objetivo é estabelecer um 'guardião invisível' na hidrovia, que ficará à espreita no fundo do mar e poderá atacar embarcações que tentem passar.
De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, o Irã possui pelo menos 16 submarinos de bolso da classe Ghadir em sua frota, projetados para operar em águas rasas. A tripulação deles é de menos de 10 pessoas, na qual transportam dois mísseis ou torpedos.
Uma das principais desvantagens é que são muito barulhentos, o que facilita o seu rastreamento por marinhas adversárias, informou a agência de notícias Bloomberg News.
O Estreito de Ormuz atinge uma profundidade de cerca de 100 metros em seu ponto mais profundo, e o Golfo Pérsico é só um pouco mais profundo, o que complica os esforços dos submarinos para se esconderem do sonar.
No entanto, os submarinos da classe Ghadir são muito menores e deslocam pouca água em comparação com as seis mil toneladas deslocadas pelos submarinos de ataque da classe Los Angeles.
O regime tem utilizado drones e ataques de pequenas embarcações rápidas para impedir que grandes navios petroleiros atravessem a importante via navegável.
Casa Branca afirma que Trump e Xi concordaram que Irã não pode ter armas nucleares
Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim.
Kenny Holston / POOL / AFP
A Casa Branca emitiu uma declaração nesta quinta-feira (14) sobre o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, capital da China.
A declaração dos EUA aborda a guerra no Irã de forma mais abrangente do que a da China. A própria declaração de Pequim mencionou o assunto apenas brevemente.
No entanto, a questão de Taiwan, anunciada por Xi como 'a questão mais importante', não foi mencionada em nenhum momento por Washington.
A declaração comenta que os dois discutiram sobre o Irã e concordaram que o país 'jamais poderá ter uma arma nuclear'.
'Os dois lados concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia. O presidente Xi também deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso, e expressou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro. Ambos os países concordaram que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear', diz o trecho.
A declaração ainda destacou o foco na cooperação e nos laços econômicos, antes de acrescentar que Trump e Xi falaram sobre o desejo de acabar com 'o fluxo de precursores de fentanil' para os EUA - algo que Trump buscou pessoalmente em seu segundo mandato.
No próprio comunicado da China sobre a reunião, o Irã foi mencionado apenas brevemente, entre outras questões geopolíticas.
