Investigação aponta que grupo suspeito de planejar atentados tinha Palácio do Planalto como um dos alvos

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Fonte da notícia: CBN CBN

A investigação da Polícia Civil do DF que identificou um grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante o período eleitoral deste ano mostra que o Palácio do Planalto seria um dos alvos prioritários de um eventual ataque. Os suspeitos chegaram a compartilhar detalhes do edifício, como a planta baixa, além de mapear outros prédios na Esplanada dos Ministérios, área central de Brasília e de circulação de autoridades. As informações foram reveladas pelo Fantástico, que teve acesso ainda a um relatório do Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos do Ministério da Justiça, indicando que o grupo que planejava as ações tinha um elevado grau de periculosidade, planejamento de atos violentos mediante utilização de artefatos explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. Os investigados, entre 19 e 31 anos, integravam dois grupos públicos do Telegram, plataforma usada para planejar os ataques. Eles nunca tinham se encontrado pessoalmente, mas trocavam as mensagens pelo aplicativo. A estratégia, segundo a apuração, incluia a invasão de edificações na praça dos três poderes, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios situados na região central da capital. Umas das mensagens fala em explodir o prédio onde os candidatos que estiverem no segundo turno vão debater. Na semana passada, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra os investigados em 5 estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Nas residências dos investigados, a Polícia encontrou diversos símbolos e objetos relacionados a grupos supremacistas. Os investigados também disseminavam conteúdos misógenos nas redes e compartilhavam manuais para fabricação de artefatos explosivos.

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