Dino manda PF investigar contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo

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Fonte da notícia: CBN CBN

O ministro do STF, Flávio Dino, determinou nesta sexta-feira que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar o contrato entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo relativo ao fornecimento de wi-fi na periferia da cidade. O Instituto é uma ONG que pertence a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A empresária foi alvo de uma operação da PF, nesta semana, que apura desvio e lavagem de dinheiro para a produção do longa-metragem. Na determinação, Flávio Dino também mandou a Polícia Civil de São Paulo transferir para o STF o inquérito que corre em âmbito estadual sobre a ONG, e ainda suspendeu qualquer tipo de pagamento de contratos do Poder Público com o Instituto Conhecer Brasil. Mais cedo, antes da determinação, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que iria acionar o Supremo para averiguar se há necessidade de a Prefeitura romper o contrato com a ONG. Se a decisão valer para contratos já assinados, Nunes afirmou que vai romper o contrato de 108 milhões de reais anuais com a entidade da empresária investigada por lavagem de dinheiro: "Se ele tomou uma decisão sem antes verificar se realmente ela é culpada. Se ele já fez uma criminalização antecipada ou se ainda está no processo de investigação. Se ele fez um processo de criminalização antecipada, a gente vai ter que romper o contrato e vamos deixar de ter 3.200 pontos de wi-fi nas comunidades e nas favelas." A ONG de Karina da Gama firmou um contrato de 108 milhões de reais com a gestão municipal para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da cidade mesmo sem ter nenhuma experiência prévia na área. Questionado sobre o fato de Karina da Gama ter comprado um carro com cem mil reais em dinheiro vivo, que, segundo a investigação da Polícia Federal, teria despertado atenção do COAF, o órgão de fiscalização de operações financeiras do Ministério da Fazenda, Nunes disse que “ninguém está acima da lei”. A Prefeitura disse que "repudia qualquer tentativa de criar relações entre projetos e programas do Município e a produção cinematográfica do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro". A administração municipal reiterou que a assinatura e execução do termo de colaboração firmado com o Instituto Conhecer Brasil não têm qualquer irregularidade identificada.

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