Investigação amorosa: mulheres usam IA para filtrar agressores antes de sair de casa - QTU Questões do Universo

Investigação amorosa: mulheres usam IA para filtrar agressores antes de sair de casa

Fonte: Bandeira da fonte

Aos 37 anos, a engenheira Mariana Bonfim* conheceu um rapaz que afirmava ter retornado a Brasília para atuar como funcionário público.
O contato inicial evoluiu para um envolvimento afetivo, porém a aproximação chegou ao fim após uma busca no Plinq, ferramenta criada para cruzar antecedentes masculinos.
O sistema apresentou um processo por contravenção penal no nome dele.
A confirmação veio logo em seguida, quando a brasiliense acessou o portal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) e descobriu que o pretendente havia feito um acordo judicial por fingir ser funcionário público.
Essa busca rápida é resultado de uma nova onda de plataformas como Plinq, Puft.IA e Checki.
Essas ferramentas utilizam modelos de Inteligência Artificial (IA) para varrer, em tempo real, registros públicos como Diários Oficiais e andamentos processuais em todo o país.
O objetivo é oferecer, em segundos, uma camada de proteção preventiva para mulheres que pretendem marcar encontros presenciais e consolidar fichas que, de outra forma, exigiriam horas de pesquisa manual, de acordo com criadores desses sistemas.
“Assim que descobri, terminei o quase relacionamento imediatamente.
Hoje, sempre investigo antes.
Consigo os dados de forma sutil durante a conversa: pergunto o signo para saber o aniversário, vejo a idade …