Intervenção artística em Teerã retrata Trump ‘preso’ dentro de cela

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

Uma intervenção artística realizada no centro de Teerã, na capital do Irã, nesta quarta-feira, 21, retratou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro de uma cela cenográfica com os dizeres “é um crime não ver esta cena”. A instalação, que foi montada sobre um outdoor em uma área movimentada da cidade, trazia um homem fantasiado de Trump, usando uma máscara semelhante ao rosto do republicano, terno preto e gravata vermelha. A manifestação atraiu a atenção de pedestres e motoristas, que pararam para registrar a cena.

Pedestres param para fazer registros de instalação artística em Teerã, capital do IrãAtta Kenare/AFP

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Na terça-feira 20, o Irã declarou ao Paquistão, mediador de conversas diplomáticas entre Washington e Teerã, que não negociaria com os Estados Unidos até que suas exigências fossem atendidas, de acordo com a imprensa iraniana.

Os dois países vivem um momento de interrupção dos ataques. No início de setembro, Trump avisou que só retomaria os ataques contra o Irã depois das eleições de meio de mandato, as midterms, que acontecem em 3 de novembro.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou a montar planos para atacar o Irã no início deste mês de outubro, mas Trump se opôs, segundo uma reportagem do Financial Times. Guerra no Oriente Médio A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, tem contribuído para a alta dos preços dos combustíveis, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. As hostilidades entre os rebeldes hutis do Iêmen e a Arábia Saudita, maior exportador do combustível no mundo, também ampliam a instabilidade na região.

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O presidente americano enfrenta pressões para encerrar um conflito altamente impopular, que provocou o aumento do preço dos combustíveis e a inflação, fazendo sua aprovação despencar a níveis historicamente baixos. O Partido Republicano, em particular, teme possíveis repercussões políticas junto aos eleitores nas eleições de meio de mandato. Ao longo das últimas semanas, assessores da Casa Branca realizaram reuniões para discutir diversas opções em relação ao Irã. Embora Trump tenha anunciado publicamente que não tomaria novas medidas antes das midterms, vários deles afirmaram à CNN não saber se essa declaração era definitiva ou se poderia mudar antes do dia da eleição.

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O ocupante do Salão Oval ordenou que os militares desenvolvessem planos para ataques adicionais contra alvos iranianos — incluindo uma grande parte da infraestrutura energética — e que considerassem o possível uso de uma bomba MOAB, segundo a CNN. A reportagem acrescentou que esse ataque ocorreria “antes da retirada das forças americanas da área de responsabilidade do Centcom”, o comando americano responsável pelo Oriente Médio. Ou seja, o governo poderia realizar esses ataques extras, declarar vitória e, na sequência, retirar rapidamente todo o contingente militar destacado ali.

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Apesar do “cessar-fogo” informal por parte dos americanos, não há nenhum acordo de trégua ou paz definitiva entre os dois países. O Irã tem mantido o controle militar sobre o estreito de Ormuz e atacado embarcações que tentem atravessar a via sem a autorização de Teerã.

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