Inteligência israelense afirma que operações no Irã seguirão até que regime do país seja substituído

 

Fonte:


O chefe da agência de inteligência israelense Mossad, David Barnea, afirmou nesta terça-feira (14) que as operações no Irã continuarão até que a liderança do país seja substituída. Em um discurso proferido durante uma cerimônia de lembrança do Holocausto, Barnea disse que a agência atuou 'no coração de Teerã' durante a recente campanha entre os EUA e Israel.

'Fornecemos informações precisas à Força Aérea e atingimos mísseis que ameaçavam Israel. Mas nossa missão ainda não foi concluída', acrescentou.

Barnea afirmou que o papel do Mossad terminará 'somente quando este regime radical for substituído', acrescentando que Israel não ficará de braços cruzados diante do que ele descreveu como uma ameaça existencial.

Os danos ao Irã na guerra no Oriente Médio chegam a pelo menos US$ 270 bilhões. Essa é a estimativa vinda do país após semanas de operações militares dos Estados Unidos e de Israel, que começaram em 28 de fevereiro e foram interrompidas pelo cessar-fogo em vigor.

Os números foram divulgados pela porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, citada pela agência de notícias iraniana Tasnim.

Essas estimativas ainda são provisórias, especificam autoridades em Teerã.

'Uma das questões que nossos negociadores estão acompanhando e que foram levantadas nas conversas em Islamabad' no último fim de semana é 'a da indenização', disse Mohajerani, acrescentando que 'as perdas do Irã devido aos ataques dos EUA e de Israel são estimadas em cerca de US$ 270 bilhões'.

A próxima rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para resolver o conflito em curso no Oriente Médio poderá ocorrer na Turquia ou no Egito, segundo a agência de notícias Bloomberg.

A rodada anterior de negociações, que fracassou sem resultados, aconteceu no último fim de semana em Islamabad, no Paquistão.

'Autoridades turcas e egípcias também têm desempenhado um papel nos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra, aumentando a possibilidade de que uma reunião possa ocorrer em um desses países', escreve a Bloomberg, sem fornecer mais detalhes.

A Arábia Saudita está pressionando o governo dos Estados Unidos para que suspendam o bloqueio do Estreito de Ormuz e retornem à mesa de negociações afim de terminar a guerra no Oriente Médio, segundo o jornal Wall Street Journal.

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Giuseppe CACACE / AFP

O país rico em petróleo, um importante aliado regional dos EUA, teme que a decisão de Trump de fechar o Estreito possa levar o Irã a intensificar o conflito.

Além disso, há temor dos iranianos interromperem outras rotas marítimas importantes, acrescenta o jornal, citando autoridades árabes.

Segundo o veículo, as autoridades 'disseram que a Arábia Saudita alertou o Irã de que poderia retaliar fechando o Estreito de Bab el-Mandeb — um ponto estratégico no Mar Vermelho crucial para as exportações de petróleo restantes do reino'.