INSS: bilhões roubados dos aposentados provavelmente nunca serão recuperados

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

Em abril do ano passado, a Polícia Federal desvendou o esquema de desvios das aposentadorias do INSS. A fraude, realizada durante anos,  surrupiou 6 bilhões de reais das pensões dos aposentados.

Tentando conter danos políticos e mitigar o prejuízo aos idosos, o governo Lula decidiu restituir 3,6 bilhões às vítimas. O golpe, portanto, acabou custando quase 10 bilhões de reais aos cofres públicos — dinheiro que dificilmente será recuperado.

Um edital publicado esta semana pelo Tribunal de Contas da União comprova essa dificuldade em um caso infinitamente menor ocorrido há mais de duas décadas. O TCU intimou Benedito José de Azevedo Neto, um ex-servidor do INSS,  a devolver 9,1 milhões de reais.

Em 2010, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra uma quadrilha que desviou dinheiro do instituto em Goiás por meio de concessão fraudulenta de benefícios. Continua após a publicidade

Segundo os procuradores que atuaram no caso, Benedito se aproveitava do cargo que ocupava na agência da previdência na cidade de Catalão para inserir dados falsos no sistema e conceder benefícios indevidos. O tribunal deu prazo de 15 dias para que o antigo servidor devolva aos cofres públicos o dinheiro desviado.

Ele é alvo de mais de uma dezena de outras notificações com o mesmo objetivo. Continua após a publicidade

Benedito, de acordo com a investigação,  autenticava documentos adulterados e acolhia certidões de tempo de serviço falsas,  documentos que eram providenciados pelos demais membros da quadrilha. As primeiras ocorrências de desvios registrados pelo INSS envolvendo o nome de Benedito são datadas de 2003, portanto, 23 anos atrás.

Nenhum valor foi devolvido até o momento. Continua após a publicidade

Se seguir o mesmo ritmo do caso de Goiás, o que é  provável, o Tribunal de Contas da União começará a cobrar os envolvidos na fraude dos aposentados em 2045.  Até lá, as vítimas do golpe sequer estarão vivas. VEJA enviou mensagens para os telefones registrados em nome de Benedito José de Azevedo Neto, mas não teve retorno.

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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