247 – A atriz Patrícia Pillar questionou a proposta de redução de R$ 250 bilhões em gastos públicos defendida por Flávio Bolsonaro (PL) e alertou para os possíveis impactos dos cortes sobre os direitos sociais e a vida das famílias brasileiras. Em vídeo divulgado nas redes sociais para promover o novo episódio do programa Revelando, ela argumenta que, antes de apoiar medidas de ajuste fiscal, é necessário saber quais áreas serão atingidas e quem arcará com suas consequências.
“Cortar gastos ou cortar direitos? Cortar gastos pode até parecer bonito no discurso, mas deixa eu te mostrar o que pode estar por trás desse tesouraço que o Flávio Bolsonaro está propondo”, afirma a atriz. Para sustentar seu alerta, Patrícia cita números do orçamento elaborado durante o governo de Jair Bolsonaro para 2023.
Segundo os dados apresentados por ela, a verba prevista para o Farmácia Popular sofreu uma redução de 59%, enquanto o programa Mais Médicos teve um corte de 50,7%. Já os recursos destinados à infraestrutura escolar teriam registrado uma queda de 97%.
A atriz utiliza os exemplos para discutir como decisões orçamentárias podem afetar diretamente o acesso da população a serviços essenciais, especialmente a saúde e a educação pública. “Agora pensa comigo, quem depende do SUS, quem precisa de medicamento gratuito, quem conta com a escola pública para trabalhar e sustentar a família”, questiona.
Na avaliação apresentada no vídeo, a redução de recursos para políticas públicas não elimina necessariamente as necessidades atendidas por esses serviços. Quando o Estado deixa de oferecer medicamentos, atendimento ou estrutura adequada, argumenta Patrícia, as famílias precisam encontrar alternativas para suprir as carências.
Patrícia Pilar mostra o que está por trás de cortas ‘gastos’. pic.twitter.com/a7HSs7QhCG— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) October 23, 2026
Atriz destaca impacto dos cortes sobre as mulheres Patrícia Pillar também chama a atenção para a divisão das responsabilidades domésticas e de cuidado.
Segundo ela, quando os serviços públicos perdem recursos, parte do trabalho necessário para compensar essas ausências acaba recaindo sobre as mulheres. “Quando esses serviços perdem recursos, alguém precisa compensar essa falta e, dentro de muitas famílias, essa responsabilidade acaba recaindo sobre as mulheres”, afirma.
Brasil 247