Inglês filmado fazendo sexo com brasileira em presídio desabafa:

Inglês filmado fazendo sexo com brasileira em presídio desabafa: 'O maior arrependimento da minha vida'

 

Fonte: Bandeira



Linton Weirich, o ex-detento filmado fazendo sexo em cela do presídio HMP Wandsworth, nos arredores de Londres (Inglaterra), com a então carcereira brasileira Linda de Sousa Abreu, afirmou que o episódio foi o "maior arrependimento da vida" e que fez até o tempo da sua pena aumentar. Linda também declarou estar arrependida.

O britânico declarou em entrevista ao "Sun" que horas após o vídeo viralizar, ele começou a receber mensagens no celular — que conseguiram contrabandear para a cadeia — sobre o episódio, ocorrido em 2024. O aparelho não parava de vibrar. Linton cumpria pena de 4 anos e meio de detenção por roubo.

Segundo Linton, Linda se aproximou dele dizendo que sabia que ele tinha um celular na cela. A brasileira chegou a dizer que se sentia segura com Linton e que vivia uma "experiência de gângster".

"Eu a adicionei no Snapchat e conversamos sobre o que ela estava fazendo. Ela gostava da academia. As conversas dela eram flertes", contou o britânico que foi libertado este ano, antes de concluir a sentença.

O relacionamento não demorou a decolar. Linton revelou que, antes do episódio registrado em vídeo por outro detento, ele e a brasileira fizeram sexo "algumas vezes", inclusive num escritório e na cela dele.

"Qualquer atenção é bem-vinda quando você está nessa situação, e foi isso que Linda me deu. Ela costumava trazer comida do Nando's [rede de restaurantes] e chinesa para os detentos", comentou ele.

À época, Emilia Juckes, a companheira de Linton (que tem uma filha de 15 anos, de outro relacionamento), estava grávida do filho deles, que agora tem 1 ano e 7 meses.

"Eu não queria que fosse filmado. Dá para ver que eu estava dizendo 'Pare' e levantando a mão. Minha companheira estava grávida e eu não queria que isso vazasse. Linda sabia que estava sendo filmada, mas não parecia se importar com isso nem com o trabalho dela. Não sei por que o Sharkie [o outro presidiário] filmou. Foi provavelmente para dar risada. Acho que ele simplesmente enviou para alguém no WhatsApp e aí a notícia se espalhou", relatou ele.

Linton Weirich foi filmado fazendo sexo com a carcereira brasileira Linda de Sousa Abreu

Reprodução

Linda de Sousa Abreu

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"Eu me senti péssimo, pois tinha uma companheira e um bebê a caminho. Ela ficou muito brava. Disse que tudo tinha acabado", acrescentou Linton, que se desfez do celular jogando-o num vaso sanitário.

"As pessoas me chamavam de lenda, mas o efeito que isso teve foi ​​terrível. Causou muito dano à minha companheira, à minha família e a mim mesmo. É o maior arrependimento da minha vida e destruiu tudo", emendou o britânico, que também já cumpriu penas por agressão e tráfico de drogas.

Após o episódio com Linda, Linton foi transferido para outras duas prisões. Sua fama já estava disseminada.

"Os funcionários vinham até mim, apertavam minha mão e diziam que eu era uma lenda", recordou. "Mas eu estava tentando reconstruir minha vida pessoal e dizia às pessoas que não me orgulhava disso. Aquilo tinha causado muita dor e trauma à minha família", completou ele.

Linton afirmou que a companheira, que deu à luz em setembro de 2024, acabou perdoando a traição e o aceitou de volta.

Num dia, quando viu o bebê pela primeira vez na prisão e estava com ele no colo, Linton acabou atacado brutalmente por um outro detento.

"Foi parte do efeito dominó do que aconteceu. Tive que colocar uma placa de metal e meu maxilar foi imobilizado com fios. Felizmente, meu filho ficou bem", desabafou.

Linton Weirich e Emilia Juckes reataram o relacionamento após o episódio com Linda

Reprodução/YouTube

Pela fato de a sua segurança estar em risco, Linton recebeu o benefício da liberdade condicional de forma antecipada.

Na entrevista ao "Sun", além de refletir sobre o episódio com Linda, o britânico também afirmou que a corrupção está disseminada pelo sistema penitenciário do Reino Unido e que "carcereiros não mandam mais nas prisão, mas sim os detentos". Segundo ele, incidentes como o que ele viveu com a brasileira viram rotina em presídios em grande parte pela mudança de perfil dos agentes:

"Quando fui preso pela primeira vez, os agentes eram ex-militares do Exército ou seguranças, e era como um campo de treinamento militar.

Mas agora eles têm moças jovens e rapazes de 19 e 20 anos trabalhando como carcereiros e tentando nos dizer o que fazer. Não há disciplina."