A Região Metropolitana de Belém registrou deflação de 0,45% em julho de 2026, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado representa uma forte reversão em relação a junho, quando o índice geral da região havia apresentado alta de 0,07%. No mesmo período, a inflação oficial do Brasil desacelerou de 0,16% para 0,07%.
Alimentação tem maior queda em Belém
Entre os grupos pesquisados na Região Metropolitana de Belém, Alimentação e bebidas apresentou a maior retração em julho, com queda de 1,93%. O resultado teve forte influência da redução nos preços de produtos básicos consumidos pelas famílias.
O grupo de Tubérculos, raízes e legumes registrou queda de 11,53%. Entre os produtos, o tomate teve uma das maiores reduções, com recuo de 23,19%, seguido pela cenoura, que ficou 9,47% mais barata.
A queda dos preços dos alimentos contribuiu para aliviar o custo da alimentação das famílias paraenses no mês e teve peso importante para o resultado negativo da inflação na região.
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Carnes também ficam mais baratas
Os preços das carnes também recuaram em julho em Belém. Entre os cortes que apresentaram as maiores quedas estão o acém, com redução de 5,78%, a pá, com queda de 5,36%, e o peito, que ficou 4,19% mais barato.
Outro destaque foi o açaí em emulsão, cujo preço caiu 14,24% no mês.
Habitação registra queda
O grupo Habitação também apresentou variação negativa na Região Metropolitana de Belém, com queda de 0,24% em julho.
O resultado regional contrasta com o cenário nacional. No Brasil, Habitação foi justamente o grupo que apresentou a maior alta no mês, de 0,99%, principalmente por causa do aumento da energia elétrica residencial.
A conta de luz subiu 3,09% no país em julho, ante uma alta de 1,53% em junho, e respondeu sozinha por 0,13 ponto percentual do IPCA nacional.
Vestuário e transporte têm alta em Belém
Apesar da deflação no índice geral, alguns grupos tiveram aumento de preços na Região Metropolitana de Belém. Vestuário subiu 0,38%, enquanto Despesas pessoais tiveram alta de 0,33%.
Também registraram aumento Transporte (0,25%), Saúde e cuidados pessoais (0,24%), Educação (0,19%) e Comunicação (0,18%).
Já Artigos de residência apresentou queda de 0,36%.
O Liberal