Incidentes de mordidas de tubarão no mundo retorna à média em 2025; EUA e Austrália somando 70% dos casos

 

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Os casos de incidentes de mordidas de tubarão em humanos em 2025 ficou um pouco abaixo do que a média dos últimos 10 anos, segundo os dados do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão (ISAF, na sigla em inglês) do Museu de História Natural da Flórida, divulgados no mês passado. O grupo de estudos investigou 105 supostas interações entre tubarões e humanos em todo o mundo no ano passado, e foram contabilizados 65 incidentes classificados como mordidas não provocadas. A média é de 72 casos anuais. Embora abaixo desta marca, ainda mostra um aumento se comparado a 2024, quando somaram 47 em todo o mundo.

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Esses dados são referentes aos casos de mordidas de tubarão não provocadas em humanos, quando, destaca o órgão, são caracterizadas como incidentes de um humano vivo no habitat natural do tubarão, sem que a pessoa tenha provocado o animal. Em situações onde o ferimento ocorreu quando o humano inicia alguma interação com um tubarão — como importunar ou tentar tocar os animais, alimentá-los, ao soltar ou removê-lo de uma rede de pesca, entre outros — são contabilizados como mordidas provocadas. Neste caso, no ano passado foram 29 ocorrências.

Novamente, Estados Unidos e Austrália se destacam como os países com litoral onde aconteceram a maioria dos casos. No ano passado, os dois juntos somaram 70,7% dos incidentes, além de 66% das nove mortes no mesmo período. Os EUA registraram 25 mordidas de tubarão, com destaque para a Flórida, que sozinha soma 11, e para a Califórnia, com 5, dos quais 1 morte. Já a Austrália teve 21 registros de incidentes, reunindo mais da metade de mortes, ao reunir 5 casos fatais.

O ISAF foi criado em 1958, e inclui registros que datam do século XVI. Os relatórios anuais se concentram principalmente em mordidas não provocadas, definidas como incidentes em que uma pessoa não inicia contato com um tubarão, intencionalmente ou não.

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O órgão lembra que o número total de mordidas de tubarão não provocadas em todo o mundo permanece extremamente baixo. A maioria das fatalidades em 2025 foi causada por mordidas de tubarão-branco, das quais três na Austrália e uma na Califórnia.

É importante destacar, embora o imaginário popular possa colocar os tubarões como animais extremamente agressivos, que as mordidas podem ocorrer de forma acidental. Em junho do ano passado, uma mulher que caminhava na praia do Parque Estadual Jones Beach, em Long Island, Nova York, saiu da água com uma mordida no pé, destaca o ISAF, sendo o único caso relatado no estado. As autoridades acreditam que se tratava de um tubarão-tigre-da-areia juvenil (Carcharias taurus). A região, segundo monitoramento de pesquisadores há cerca de uma década, passou a ser um local para juvenis viverem os primeiros anos de vida antes de nadarem para áreas mais afastadas, em alto-mar. Essa espécie não é agressiva, e casos de mordidas em humanos provocadas por filhotes ocorrem durante a alimentação, quando perseguem peixes pequenos em áreas próximas da costa.