Inadimplência das famílias cai a 29,3% no menor nível do ano

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Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

A parcela de famílias brasileiras com dívidas em atraso caiu de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro de 2026, o menor patamar do ano, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira, 5 de novembro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

É a segunda queda mensal consecutiva da inadimplência. Em outubro de 2025, o indicador estava em 30,5%.

Também recuou o percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas: de 12,5% para 12,2%. O tempo médio de atraso foi a 65,1 dias; quase metade das dívidas em atraso (48,8%) estava vencida havia mais de 90 dias.

Endividamento ainda alto O endividamento — famílias com algum tipo de dívida a vencer, mesmo em dia — ficou em 81,6% em outubro, com queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação a setembro.

O índice segue acima dos 79,5% de outubro de 2025. A parcela que se considera muito endividada caiu de 17,3% para 16,8%, menor nível desde abril.

A CNC projeta que a redução do endividamento continue nos últimos meses do ano, impulsionada pelo pagamento da segunda parcela do 13º salário. Em comentário à reportagem sobre a Peic, a entidade afirmou que as famílias têm privilegiado o abatimento ou a quitação de dívidas, até em detrimento do consumo.

A trajetória dos juros, porém, deve pesar em 2027: o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano na reunião de 4 de novembro, pela quarta vez seguida. Quem melhora — e quem não

A inadimplência não caiu de forma uniforme. Entre famílias com renda de até três salários mínimos, o indicador subiu de 38,5% para 38,6% — única faixa a avançar.

Nas faixas de três a cinco e de cinco a dez salários mínimos, houve queda; acima de dez salários mínimos, estabilidade em 15%. Os números da Peic medem percepção e declaração das famílias sobre contas em atraso, e não se confundem com a taxa de inadimplência bancária do Banco Central (atraso acima de 90 dias no crédito) nem com o estoque de negativados em birôs como Serasa ou SPC.

Cada série responde a uma pergunta diferente.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
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