O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria entrado a pé na Argentina para chegar ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú e, ali, desistido de embarcar em uma aeronave fretada com destino aos Estados Unidos, segundo a imprensa argentina. As informações não foram confirmadas por autoridades brasileiras nem argentinas.
De acordo com o portal Infobae, o senador teria cruzado a fronteira apenas com o documento de identidade, e o avião seria um Gulfstream de prefixo LV-JQW. A emissora argentina TN afirma que a fronteira na região é monitorada por câmeras e que o alerta vermelho da Interpol já estava em vigor no horário da suposta travessia.
Nesse cenário, o senador teria sido interceptado ao tentar entrar no país. O setor de migrações de Puerto Iguazú informou à correspondente do Brasil 247, Marcia Carmo, que Flávio não deu entrada na alfândega local.
A Polícia Federal passou a verificar registros formais de travessia e de voos entre Brasil e Argentina. Não há declaração oficial da PF nem do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta travessia, e não foi confirmado que o voo ou a aeronave citados existiram.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, disse ao Metrópoles que Flávio “não saiu” do país. O paradeiro do senador é desconhecido até para aliados próximos, segundo a reportagem.
Flávio e sua defesa não responderam. Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a proibição imediata de saída do país e o cancelamento de cadernetas de viagem em nome de Flávio.
O senador tinha 24 horas para entregar os passaportes comum, diplomático e de outras nacionalidades, se houver. Moraes também proibiu o contato de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
Cafezinho