A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou nesta terça-feira (22) que o reajuste de 15% do Bolsa Família terá um impacto positivo na atividade econômica em 2027, mas esse efeito tende a ser acomodado devido à desaceleração da economia e aos efeitos da política monetária. "Para o próximo ano, esperamos impactos mais relevantes do que para este ano [na atividade], visto que você tem mais meses para o aumento incremental dessa transferência em relação ao ano anterior, [então] isso tende a contribuir positivamente para a atividade", disse Freire ao ser questionada sobre o tema durante coletiva de imprensa para comentar a nova grade de parâmetros macroeconômicos para o ano. Ela completou que o aumento do Bolsa Família é um vetor positivo "bem-vindo de contribuição para a atividade", dado o cenário de desaceleração da economia esperado para este ano. "E ele não conflita com a política monetária, porque estamos em um cenário de desaceleração e de flexibilização da política monetária até então", defendeu Freire. Para 2026, como o aumento entrará em vigor somente em outubro, a secretária disse que não há perspectiva de impacto na atividade econômica. Mesmo que haja algo marginal, o impulso positivo também seria bem-vindo, segundo Freire, dado o cenário de desaceleração econômica. A Secretaria de Política Econômica, contudo, não considerou o impacto do reajuste do Bolsa Família nas suas projeções atualizadas para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação, porque a grade de parâmetros macroeconômicos foi fechada em 4 de setembro, antes do aumento do benefício do programa. O Ministério da Fazenda estima que o aumento do Bolsa Família vai custar R$ 5,8 bilhões em 2026, de outubro a dezembro, e R$ 22,7 bilhões em 2027, considerando o ano cheio. Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire Jefferson Rudy/Agência Senado
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Impacto do Bolsa Família é bem-vindo, considerando impactos negativos da política monetária, diz secretária
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