Igreja celebra a Páscoa como fundamento da fé cristã e convida fiéis à transformação de vida
Ao celebrar missa na Catedral Metropolitana de Belém, na manhã deste domingo, o monsenhor Agostinho Cruz, vigário geral e cura da Sé, destacou a importância da missa de domingo de Páscoa (5) como o momento central da fé cristã, marcado pela celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Segundo ele, a data representa a vitória sobre o pecado e a morte, fundamento essencial da Igreja.
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“Hoje a Igreja exulta de alegria porque Cristo ressuscitou. E se Cristo não houvesse ressuscitado, vã seria nossa fé”, afirmou. Ele explicou que a celebração da Páscoa coroa o Tríduo Pascal, iniciado na Quinta-feira Santa com a missa da Ceia do Senhor e o rito do Lava-Pés, seguido pela Sexta-feira Santa, dedicada ao mistério da Paixão.
De acordo com o monsenhor, a ressurreição é o grande acontecimento da fé cristã. “Se Cristo houvesse apenas morrido e não ressuscitado, tudo ficaria do mesmo jeito. A grande novidade é que Cristo vence o pecado e vence a morte”, ressaltou.
Fiéis acompanham missa de Páscoa na Catedral de Belém (Foto: Wagner Santana/O Liberal)
Ao abordar os ensinamentos da Páscoa para a vida cotidiana, Agostinho Cruz explicou que a palavra “Páscoa” significa passagem. No Antigo Testamento, o termo era utilizado pelos hebreus para lembrar a libertação da escravidão no Egito. No entanto, segundo ele, o significado atinge sua plenitude em Jesus Cristo.
“É a passagem do pecado para a vida, da morte para a vida. Toda a Páscoa de Cristo deve incidir também na nossa Páscoa, que é uma mudança de vida, uma transformação, uma correspondência com o amor de Deus”, afirmou.
O religioso também destacou a importância de viver esse ensinamento no relacionamento com o próximo. “Se Deus nos amou, mesmo sendo pecadores, nós também temos que amar o próximo, viver melhor com o próximo”, disse.
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Em um contexto mundial marcado por conflitos e falta de paz, o monsenhor reforçou a necessidade de voltar-se para os valores cristãos. “Num mundo tão conturbado, onde essa paz não existe mais, é necessário voltar para o ressuscitado, que é a fonte da paz”, concluiu.
