O Ibovespa cai no início da tarde desta segunda-feira (19), pressionado pelas ações da Petrobras. Apesar de a maior parte dos papéis operar em alta, o peso da estatal na composição do índice o mantém no vermelho, com investidores atentos ao cenário eleitoral. Os anco .
Por volta das 13h15, O Ibovespa cedia 0,42%, aos 204.560 pontos, após oscilar entre a mínima de 204.508 pontos e a máxima de 207.388 pontos. O volume financeiro projetado para o índice era de R$ 21 bilhões. Em Nova York, o Nasdaq subia 1,57%, o S&P 500 ganhava 0,70% e o Dow Jones operava estável (+0,01%).
Embora as ações da Petrobras recuem no pregão de hoje, a estatal segue como a opção preferida dos investidores baseados nos Estados Unidos para exposição ao setor brasileiro de petróleo e gás, na avaliação do BTG Pactual. Após reuniões com agentes do mercado nos últimos dias, os analistas do banco ressaltam que o sentimento em relação à empresa, em geral, é positivo.
Com foco nas eleições, os investidores discutem os possíveis impactos do resultado sobre a estatal, sobretudo na política de preços dos combustíveis, na alocação de capital e no portfólio de ativos. Em caso de alternância de poder, os principais benefícios viriam de uma eventual redução do custo de capital próprio e de uma melhora na percepção do mercado, mais do que de uma mudança significativa na direção estratégica, segundo os analistas.
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras cediam 2,68% e 2,65%, respectivamente, enquanto o petróleo Brent com entrega para dezembro caía 0,78%, a US$ 108,99 por barril.
Liderando as perdas do pregão, Marfrig ON caía 4,85% e Caixa Seguridade perdia 3,51%. Entre os bancos, destaque negativo para Bradesco PN (-1,48%) e Itaú PN (-0,48%), ao passo que as units do BTG Pactual avançam 1,75% e Banco do Brasil ON ganhava 1,02%.
No cenário macro, os investidores seguem atentos ao segundo turno das eleições. Após o primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Band, marcado por mais trocas de acusações do que propostas para os próximos quatro anos, pesquisas eleitorais ainda mostram o senador à frente, embora com uma vantagem menor sobre o presidente.
Ao longo do primeiro turno e nesta segunda-feira, participantes do mercado ouvidos pelo Valor avaliam que um debate dificilmente mudaria votos. Segundo as fontes, cada candidato fala para sua bolha e está mais preocupado em fazer cortes para as redes sociais, o que dificilmente mudaria a opinião de algum indeciso.
Para eles, o favoritismo de Flávio se mantém, mesmo sem o candidato responder a várias perguntas de Lula, como as que tratavam de seu voto contra o aumento da licença-maternidade quando era deputado estadual no Rio de Janeiro e de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula, por sua vez, foi questionado sobre o escândalo do INSS e as declarações da lobista Roberta Luchsinger, que afirma ter provas contra o presidente.
Na liderança do pregão, MRV Engenharia subia 8,45% e Magazine Luiza ON tinha alta de 8,01%.
Valor