Honda CG 160 é a moto mais roubada de SP; veja ranking dos modelos mais visados

 

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A cidade de São Paulo registrou 4.945 ocorrências de roubo de motos em 2025, segundo dados da ferramenta interativa Mapa do Crime, do GLOBO. Entre os modelos mais visados, a Honda CG 160 segue na liderança isolada com 1.161 casos no ano passado, um avanço de 24% na comparação com 2024, quando haviam sido registrados 954 roubos. Outro modelo que chama atenção é a Honda PCX, cujas ocorrências saltaram de 174 para 232, uma alta de 35% no mesmo intervalo.

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No ranking geral das motos mais roubadas na capital, a Honda CG 160 aparece na primeira posição, com 1.161 registros, seguida pela Honda PCX, com 232 casos, e pela Honda XRE, com 220. Na sequência surgem a Yamaha XTZ250, com 208 ocorrências, a Yamaha FZ25, com 200, e a Honda CB 300F, com 151 registros. O levantamento evidencia ainda uma forte concentração territorial. No Capão Redondo, Zona Sul da capital, por exemplo, das 285 ocorrências registradas no bairro, 137 envolveram o modelo Honda CG 160.

Mapa do crime de SP

Editoria de arte / O GLOBO

Entre as motos de luxo, a Triumph Tiger lidera o ranking dos modelos mais roubados em São Paulo, com 83 casos em 2025. Em seguida aparecem a Triumph Scrambler, com 47 registros, a BMW G310 e a Kawasaki Ninja, ambas com 42 ocorrências, além da Kawasaki Versys, com 41 casos.

No recorte por delegacias, o 33ª DP (Pirituba) concentra o maior número de roubos de motos de luxo, com 44 registros em 2025. Na sequência aparecem o 37ª DP, em Campo Limpo, Zona Sul, com 26 casos, o 11ª DP (Santo Amaro), com 25, o 46ª DP (Perus), com 24, e o 99ª DP (Campo Grande), também com 24 ocorrências.

Mapa do crime de SP

Editoria de arte / O GLOBO

O que é o Mapa do Crime de São Paulo?

O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.

Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.

Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.

*Estagiária sob supervisão de Rafael Soares