Homem paga R$ 30 em PC de FERRO VELHO e encontra componentes de R$ 1 mil; veja

 

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Um vídeo viralizou no Instagram após um homem encontrar um tesouro escondido no computador abandonado no ferro velho. Ao olhar o interior do gabinete, o usuário achou um SSD de 120 GB ainda instalado na máquina, da marca Kingston, que pode chegar a valer R$400. Após a descoberta, ele pagou R$ 30 pelo PC, desmontou e encontrou outro componente valioso em perfeito estado: uma memória RAM DDR 4 de 8GB. O eletrônico pode chegar a custar R$ 500 por causa da crise dos componentes que afeta os paises. Na soma dos valores da memória SSD e RAM o usuário conseguiu lucrar cerca de R$ 1.000 com o garimpo. Veja a seguir nesta matéria do TechTudo o vídeo completo e como foi o desenrolar dessa história.

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Homem faz garimpo e encontra tesouro em computador

Reprodução/Redes Sociais

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Veja o garimpo que viralizou no Instagram

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O vídeo viralizou em um momento oportuno em que o preço de memórias RAM e SSD dispararam por conta da crise dos componentes. A crise que assola o mercado tem causas estruturais que não devem se resolver rapidamente. O motivo por trás desse cenário é relativamente direto, os data centers voltados para inteligência artificial tem exigido altas quantidades de memória RAM de alta performance, levando fabricante a direcionarem parte significativa da produção para esse seguimento.

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Por outro lado, a fabricação de módulos DDR4, tecnologia ainda presente na maior parte dos PCs domésticos do Brasil, vem sendo reduzida de gradualmente, enquanto a DDR5 ainda não alcançou escala suficiente para suprir totalmente a demanda deixada pela geração anterior. O impacto disso tem afetado diretamente os preços nos vendedores e varejistas como Mercado Livre e Amazon.

SSD e memória RAM viraram itens valiosos

Nem sempre foi assim. Por muito tempo, um SSD de 120 GB era considerado defasado, com capacidade pequena demais para armazenar um sistema operacional completo com aplicativos básicos. Da mesma forma, pentes de RAM usados costumavam circular em grupos de compra e venda por valores simbólicos. O cenário mudou de forma drástica a partir de 2024 e se intensificou ao longo de 2025 e 2026.

SSD Kingston

Divulgação/Kingston

A memória RAM virou o componente mais escasso e caro do mercado de hardware para PC. A razão é a mesma que está por trás de boa parte das mudanças recentes no setor de tecnologia: a explosão da demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

Fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron redirecionaram a produção para chips de alto valor voltados a data centers, reduzindo drasticamente o volume disponível para o mercado consumidor. O SSD, embora menos afetado que a RAM, também sofreu impacto por usar tecnologia de armazenamento NAND, que divide fábrica com os módulos de memória.

Um PC gamer potente precisa de uma memória RAM maior

Reprodução/Corsair

Quanto valem as peças encontradas?

Um SSD de 120 GB novo pode ser encontrado na Amazon Brasil em maio de 2026 a partir de R$ 199, em modelos de marcas menos conhecidas, chegando a R$ 500 em unidades Kingston com maior confiabilidade. Usado e em bom estado, o valor cai, mas a peça ainda tem utilidade prática. Ela serve como unidade de boot para sistemas operacionais mais leves, armazenamento auxiliar ou instalação em um segundo computador.

A memória RAM é onde o cálculo fica mais interessante. Segundo reportagem do próprio TechTudo publicada em fevereiro de 2026, um módulo DDR4 de 16 GB que custava entre R$ 220 e R$ 280 no início de 2024 chegou a R$ 950 em janeiro de 2026, um aumento de quase 300% em dois anos. Mesmo um pente antigo, desde que funcional e compatível com algum sistema em uso, tem valor real num mercado tão pressionado como o atual.

Com a crise mundial por demanda de insfraestrutura de inteligência artificial, que inflou o mercado de componentes, a memória RAM aumentou bastante o preço

Reprodução/Vasin Lee/Shutterstock

O valor exato das peças encontradas no vídeo depende do modelo e da geração de cada componente. Para verificar quanto um pente de RAM ou SSD específico vale hoje, consulte o Mercado Livre com o modelo impresso na etiqueta da peça.

Vale a pena reaproveitar peças antigas?

Depende do estado e da compatibilidade. Um SSD de 120 GB ainda funciona muito bem como unidade de sistema em máquinas com Windows 10 ou distribuições Linux mais leves. A limitação é o espaço: quem usa o computador apenas para tarefas básicas como navegação, documentos e videochamadas consegue operar sem dificuldade nessa capacidade.

A memória RAM usada exige mais atenção. O primeiro passo é identificar o padrão, DDR3 ou DDR4, e a frequência do módulo, pois a compatibilidade depende diretamente da placa-mãe do sistema destino. Módulos DDR3 têm mercado mais restrito, já que a maioria dos computadores modernos usa DDR4, mas ainda há demanda entre quem mantém máquinas antigas. Módulos DDR4 funcionais têm demanda garantida, especialmente com os preços atuais.

Com a procura do mercado cada vez maior em busca de componentes, o reaproveito de peças usadas vem crescendo

Reprodução / Crucial

Além do reaproveitamento próprio, outra rota é a venda. Plataformas como Mercado Livre e grupos de hardware no Facebook movimentam um mercado ativo de componentes usados, e peças funcionais encontradas em ferros velhos podem ser vendidas com margem interessante por quem sabe identificar o que tem nas mãos.

Crise dos componentes

O que o vídeo viral ilustra de forma involuntária é o quanto o valor percebido de peças de computador mudou nos últimos dois anos. A crise que assola o mercado de memórias tem causas estruturais que não devem se resolver rapidamente.

A TrendForce, empresa especializada em análise do mercado de semicondutores, projeta que os preços de chips DRAM podem ter registrado aumento próximo de 100% no segundo trimestre de 2026, com reajustes estimados entre 93% e 98% no período. A previsão contraria expectativas de estabilização e reforça a tendência de alta.

O mecanismo por trás disso é relativamente simples de entender. Data centers de inteligência artificial consomem volumes enormes de memória de alto desempenho, e as fabricantes migraram boa parte da capacidade produtiva para esse mercado, que oferece margens muito maiores. Em paralelo, a produção de DDR4, padrão que ainda equipa a maioria dos computadores pessoais no Brasil, está sendo gradualmente encerrada sem que a DDR5 tenha volume suficiente para cobrir o espaço deixado.

Memória RAM pode ser reaproveitada no PC novo

Divulgação/Elixir

A estimativa mais otimista, segundo analistas da IDC e da Counterpoint Research, é que o mercado comece a se reequilibrar no final de 2026 ou ao longo de 2027. Outros analistas estendem essa previsão até 2028. Para quem precisa montar ou atualizar um PC agora, a recomendação dominante é pesquisar bem antes de comprar e considerar pacotes fechados quando possível.

Com informações de Amazon, Counterpoint Research, IDC e TrendForce.

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