Um homem de 105 anos está sendo investigado por possíveis crimes cometidos em um campo de prisioneiros de guerra nazista durante a Segunda Guerra Mundial, disseram promotores alemães na quinta-feira. 'Acredita-se que o suspeito de 105 anos era um guarda do campo de prisioneiros , no oeste da Alemanha, disseram os promotores à AFP em um comunicado. O homem é 'acusado de ser cúmplice de múltiplos assassinatos por meio de suas atividades naquele local'. O caso foi noticiado inicialmente pelo jornal Bild, que informou que outro ex-guarda do mesmo campo havia sido investigado recentemente, mas faleceu nesse ínterim. O campo de Senne abrigou entre 180 mil e 200 mil prisioneiros de guerra soviéticos entre 1941 e abril de 1945, quando foi libertado pelas tropas americanas, de acordo com o memorial que agora se encontra no local. 'Dos aproximadamente 5,3 a 5,7 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos que foram levados para o cativeiro alemão, entre 2,3 e 3 milhões não sobreviveram', diz o memorial. Os prisioneiros de guerra soviéticos sofriam de 'desnutrição, assistência médica inadequada, condições sanitárias deploráveis e... trabalho forçado'. No ano passado, promotores em Dortmund também abriram uma investigação contra um ex-guarda de 100 anos de idade em outro campo de prisioneiros de guerra da Segunda Guerra Mundial em Hemer, que também abrigava principalmente prisioneiros soviéticos.
Esse homem era suspeito de participar de execuções entre dezembro de 1943 e setembro de 1944. Outro suposto guarda do campo foi indiciado em 2023 . Diversos julgamentos de funcionários de campos nazistas foram realizados nos últimos anos, impulsionados pela condenação, em 2011, do ex-guarda do campo de extermínio de Sobibor, John Demjanjuk, apesar da falta de provas de que ele tenha matado alguém diretamente. Demjanjuk, um ex-operário da indústria automobilística nos EUA, morreu em 2012, aos 91 anos. No entanto, o tempo está se esgotando 80 anos após o fim da guerra. Josef Schuetz, um ex-guarda condenado em junho de 2022 a cinco anos de prisão, morreu menos de um ano depois, aos 102 anos. Na época, ele era a pessoa mais velha a ser julgada por crimes cometidos pelo regime nazista. Em abril de 2025, um suposto ex-guarda do campo de concentração de Sachsenhausen, perto de Berlim, morreu antes de ser julgado por acusações de cumplicidade no assassinato de mais de 3.300 pessoas. Em 2021, uma mulher de 96 anos acusada de 11 mil crimes de cumplicidade em assassinatos em um campo de concentração nazista foi a julgamento na Alemanha. Ataque de Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial. Reprodução Em 2018, o ex-guarda de Auschwitz, Oskar Groening, morreu antes de começar a cumprir sua sentença de quatro anos. Oskar Groening, apelidado de " Contador de Auschwitz ", foi condenado em Lüneburg, em 2015, como cúmplice do assassinato de 300 mil judeus.
O tribunal concluiu que, embora não houvesse provas de envolvimento em um assassinato específico, Groening sabia que judeus estavam sendo massacrados no campo de extermínio alemão e apoiou os assassinatos por meio de suas ações.
CBN