Helicóptero que caiu no mar da Barra tinha autorização para voos panorâmicos, mas não para táxi-aéreo

 

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Um helicóptero caiu no mar da Barra da Tijuca, na Zona Sudeste do Rio, na manhã desta sexta-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, três tripulantes foram resgatados com vida. A queda aconteceu na altura do número 3.100 da Avenida Lucio Costa, entre os postos 3 e 4. Ainda não há informações sobre a causa do acidente, mas de acordo com informações preliminares apuradas pelo g1, o piloto precisou fazer um pouco forçado bem perto da faixa de areia.

A corporação informou que guarda-vidas da região realizaram o primeiro atendimento, com apoio de uma moto aquática que passava pelo local, prestando socorro imediato às vítimas. A aeronave transportava três ocupantes, um piloto e dois passageiros, todos classificados como vítimas leves (verdes), que foram retirados da água e colocados em segurança na faixa de areia. Todos foram liberados.

A aeronave

O helicóptero – modelo Robinson 44 – fazia um voo panorâmico, teve problemas e foi forçada a descer no mar, perto da arrebentação. Na descida, afundou cerca de 2 metros e ficou destruído. Segundo o registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a aeronave está habilitada para realizar serviço aéro especializado, que contempla os voos turísticos panorâmicos. Mas não há autorização para o táxi aéreo.

Segundo a regulamentação da Anac, o voo panorâmico deve ser realizado obrigatoriamente com decolagem e pouso no mesmo ponto, sem pouso em pontos intermediários, o que é autorizado no táxi aéreo.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) enviou investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) para iniciar as investigações sobre as causas do acidente. No primeiro momento, "profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", diz o Cenipa.

Segundo o Centro de Operações Rio, uma faixa da Avenida Lúcio Costa está sendo ocupada pelos bombeiros durante o resgate. O trânsito no local é intenso.