A Heineken está fortalecendo seu arsenal para disputar um mercado de bebidas em que cada vez mais produtos premium ou sem álcool dão o tom. A gigante holandesa acaba de assinar a compra do controle da Better Drinks, dona de um portfólio que inclui a cerveja Praya, o chá-mate gaseificado Baer Mate e o vinho em lata Vivant.
A transação já foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ainda precisa dar seu aval. Segundo a documentação enviada ao órgão, o grupo por trás de marcas como Heineken, Amstel e Eisenbahn terá o controle da Better Drinks por meio da subscrição de novas ações ordinárias (com direito a voto) emitidas pela empresa e da aquisição das demais ações dessa categoria já existentes.
As ações ordinárias detidas por alguns dos atuais sócios da Better Drinks serão convertidas em ações preferenciais, sem direito a voto. Hoje, a Better Drinks tem 67 acionistas, sem que nenhum deles exerça sozinho o controle do negócio.
A Heineken assume o controle da Better Drinks dois anos depois de comprar uma participação minoritária no negócio. Desde então, o grupo Heineken passou a vender e distribuir os produtos da Better Drinks e a fabricar a cerveja Praya e a água Mamba Water.
A Better Drinks foi criada em 2022 por Felipe Della Negra, ex-CEO da Red Bull Brasil e da Kraft Heinz na Itália, e Felipe Szpigel, que trabalhou na AB InBev, controladora da Ambev. Ao Cade, a Heineken disse que "a operação representa uma evolução natural da parceria mantida" desde 2024.
"Para a HNK (Heineken), a operação permitirá consolidar a comercialização e a distribuição dos produtos sob as marcas Praya, Baer-Mate e Mamba Water como parte de seu portfólio, além de garantir a titularidade das marcas F!VE Drinks (de drinques prontos) e Vivant, em linha com a estratégia do Grupo Heineken de diversificação com marcas inovadoras e de impacto em diferentes mercados do setor de bebidas alcoólicas e não alcoólicas", explicou a companhia ao órgão antitruste.
A notícia sobre o negócio havia sido publicada mais cedo pelo site InvestNews e foi confirmada pela coluna por meio da documentação enviada ao Cade.
O Globo