Para além da noite de sustos, filmes de terror, fantasias assustadoras, o Halloween é característico pela caça aos doces das crianças. São balas, pirulitos, bombons, balas azedas, entre outras.
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O consumo de doces em uma noite não é motivo de alarme, a maior preocupação é o que acontece a longo prazo que em excesso pode contribuir para o desenvolvimento de obesidade infantil, diabetes tipo 2 (que vem crescendo em jovens), pressão alta e alterações no colesterol e triglicérides.
Qual seria então o limite ideal para uma criança comer na noite do Dia das Bruxas? Para menores de dois anos, a indicação é que não haja o oferecimento de açúcar adicionado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e pediatras orientam evitar qualquer tipo de açúcar, adoçantes ou alimentos ultraprocessados nessa faixa etária. Acima dos dois anos, o consumo é limitado.
A Associação Americana do Coração (AHA) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam um limite máximo de 25 gramas por dia de açúcar adicionado (cerca de 5 a 6 colheres de chá), equivalente a 100 calorias. Levando em conta que um bombom Ouro Branco, por exemplo, tem 9 gramas de açúcar adicionado e um pirulito 14 gramas.
Um doce de cada já é o suficiente para a noite de uma criança. — Uma maneira de supervisionar esse consumo é os pais olharem os rótulos dos doces que tem a rotulagem nutricional obrigatória e mostra a quantidade de açúcar adicionado.
E oferecer porções individuais, por exemplo ao invés de dar um saquinho com dezenas de balas, dar um bombom, ou um pirulito, ou até uma bala. Porque se nós, adultos, já não conseguimos nos controlar com doce, imagina as crianças — explica a nutricionista Priscila Primi.
Canetas do futuro: Retatrutida mais que dobra perda de peso do Ozempic em novo estudo, diz farmacêutica Outra recomendação que a profissional oferece é fornecer às crianças guloseimas mais saudáveis.
— Chocolate com castanhas na composição. Ou aquelas uvas passas que são cobertas por chocolate.
Frutas secas em geral banhadas no chocolate. Essa fibra, por exemplo, ajuda a não dar aquele pico de glicose.
Se a gente pensar aí em principalmente em secreção de insulina, para que a criança não desenvolva no futuro a resistência, pode ser uma ótima alternativa — diz. Primi ainda revela o grande problema por trás do alto consumo de açúcar em uma noite: a energia da criança.
— O açúcar dá esse pico de glicose e energia na criança que fica agitada e tem dificuldade para dormir e relaxar. Logo que depois vem uma queda bem acentuada.
E por isso que a gente fica nesse looping de ficar comendo doce, porque queremos sentir essa energia de novo. Médicos e especialistas também sugerem que os pais possam deixar as crianças escolherem alguns doces favoritos para saborear ao longo de vários dias ao invés de uma noite.
E servi-los após uma refeição saudável, como uma sobremesa. Não esquecendo das frutas como um lanche da tarde.
O Globo