Haddad no Itamaraty anima diplomatas, mas Vieira deve seguir no cargo

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Fonte da notícia: Poder 360 Poder 360

A possibilidade de Fernando Haddad (PT) assumir o Ministério das Relações Exteriores no 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) animou integrantes do Itamaraty. O atual chanceler, Mauro Vieira, porém, deve permanecer no cargo.

As especulações sobre a composição da Esplanada ganharam força depois da vitória de Lula nas eleições de domingo (25.out.2026). A discussão é comum nos dias seguintes a uma eleição, mas, dentro do governo, a saída de Vieira é considerada improvável.

O nome do ex-ministro da Fazenda foi o que mais mobilizou integrantes do Itamaraty. A expectativa é que ele ajude a enfrentar a crise orçamentária do órgão.

Também há diplomatas que veem em Haddad capacidade política para negociar com outros governos. O ministério enfrenta graves problemas orçamentários.

A infraestrutura é precária, com falhas até nas instalações sanitárias, e há atrasos no reembolso de aluguéis de diplomatas no exterior. Também não está claro se Haddad teria interesse no cargo, já que seu nome é citado para outras funções, como os ministérios da Educação e da Casa Civil.

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores é considerado pouco atrativo para quem tem projetos políticos de longo prazo, como Haddad. Há 3 fatores principais:

o orçamento é destinado quase exclusivamente ao custeio; o 4º mandato de Lula não deve ter grandes eventos internacionais no Brasil, como a COP e as cúpulas do G20 e do Brics;

em um cenário de diplomacia presidencial, o chanceler tem pouco espaço diante da projeção internacional de Lula. Por isso, um diplomata de carreira sem ambições eleitorais seria uma escolha mais natural.

Outros nomes Ao longo do ano, outros diplomatas foram citados como possíveis substitutos de Vieira.

O embaixador André Corrêa do Lago presidiu a COP30, em Belém, e é visto como um dos principais quadros do Itamaraty na agenda climática. O embaixador Maurício Lyrio é considerado um dos principais negociadores do ministério.

Atual secretário de Clima da pasta, participou de conversas sobre temas além da agenda climática, como as negociações com os Estados Unidos durante o tarifaço. Também há expectativa pela escolha de uma mulher para comandar o Itamaraty, que nunca teve uma chefe mulher.

Nesse cenário, a secretária-geral do ministério, Maria Laura da Rocha, seria uma possibilidade, mas seu nome não ganhou força nas discussões sobre a sucessão. Chanceleres de fora da carreira

A política, porém, pode exigir acomodações. Ao longo da história recente, o Itamaraty já foi comandado por nomes de fora da carreira diplomática.

Fernando Henrique Cardoso foi chanceler no governo de Itamar Franco (1992-1993), antes de assumir o Ministério da Fazenda. Celso Lafer chefiou a pasta nos governos de Fernando Collor (1992) e do próprio FHC (2001-2002).

Já José Serra e Aloysio Nunes, ambos do PSDB, foram chanceleres no governo de Michel Temer (2016-2018).

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