De janeiro a setembro de 2026, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 743 mil benefícios, o que representa alta de 70% na média mensal de concessões em relação ao mesmo período de 2022, quando foram 438 mil. O tempo médio de espera por uma decisão está em 24 dias, abaixo dos 50 dias registrados em maio.
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Os números foram apresentados nesta terça-feira (27) pelo diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS, Leonardo Bittencourt, na 330ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). O encontro aconteceu na sede do Ministério da Previdência Social, em Brasília, com a presença do ministro Wolney Queiroz e do secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante e Silva.
Ao abrir a discussão, o ministro defendeu o papel do sistema previdenciário. — Nós temos que fazer essa defesa da Previdência Social, para fortalecer esse sistema de proteção social que atende àqueles que mais precisam.
A Previdência vem para socorrer as famílias nos momentos de dificuldade e contribuir com sustento aos trabalhadores brasileiros — disse Queiroz. Fila menor para quem mais precisa
A redução da espera também chegou aos benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), destinados a quem está em situação de maior vulnerabilidade. Para esse grupo, o tempo médio de análise é hoje de 42 dias, abaixo do prazo legal.
No primeiro semestre deste ano, o indicador passava de 100 dias. Segundo Bittencourt, a melhora vem da ampliação da capacidade de análise do instituto, que agora consegue concluir mais requerimentos do que recebe, sem perda de qualidade nas decisões.
— Os resultados são fruto do esforço das equipes para agilizar o atendimento. Não foi apenas um trabalho pontual, é estrutural dentro do INSS.
Hoje nós temos essa capacidade de analisar mais requerimentos do que entram. É o melhor patamar registrado que nós temos hoje, inclusive em relação aos requerimentos desde janeiro de 2023 — destacou o diretor.
Amparo a mulheres afastadas por violência A reunião também serviu para apresentar o Benefício Protetivo de Afastamento, ligado à Lei Maria da Penha.
Ele garante renda a mulheres vítimas de violência doméstica que precisam se afastar do trabalho por determinação judicial. Para a concessão, não há exigência de carência, mas é preciso ter qualidade de segurada — condição que, nos chamados “períodos de graça”, se mantém mesmo sem contribuição ao INSS — e uma decisão da Justiça que determine o afastamento.
Desde 13 de outubro, já foram solicitados 2.711 benefícios. A presidente substituta do INSS, Ana Cristina Evangelista, explicou que a proposta é dar segurança financeira para que a mulher consiga romper o ciclo de violência.
— Ela deixa de se preocupar com a questão financeira, porque vai receber um benefício enquanto estiver afastada do trabalho, podendo reconstruir a sua vida e romper o ciclo de violência — afirmou. Por ser um benefício individualizado, ele também permite ao poder público saber quantas mulheres estão nessa situação, o que ajuda a orientar políticas de enfrentamento.
Segundo Ana Cristina, a lei ainda prevê a possibilidade de cobrar do agressor o valor que a administração pública investe na mulher protegida. — Hoje nós temos como identificar.
Temos como fazer uma política pública em que eu consigo fazer o levantamento de quantas mulheres estão sendo vítimas de violência — disse a presidente substituta. Atendimento no celular
Outro ponto da pauta foi o Meu INSS, principal canal digital do instituto, que reúne mais de 100 serviços no site e no aplicativo. A coordenadora de Serviços Digitais e Inovação, Mayara Schneider, apresentou ao conselho uma análise da plataforma, incluindo os recursos de acessibilidade disponíveis.
Segundo a autarquia, 86% dos acessos são feitos por dispositivos móveis. Nas lojas de aplicativos, a plataforma tem nota 4,8.
Entre os serviços oferecidos estão a solicitação e o acompanhamento de benefícios, a emissão de documentos, a atualização de dados cadastrais e o cumprimento de exigências feitas pelo instituto. Segundo a apresentação, as ferramentas da plataforma buscam facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços previdenciários.
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