Haddad destaca habilidade de Lula com Legislativo adverso: ‘falaram o mesmo do Congresso passado e aprovamos todas as medidas necessárias’

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – As projeções sobre supostas barreiras para a governabilidade no próximo mandato do presidente Lula (PT) foram minimizadas pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no domingo (25). A declaração ocorreu durante entrevista coletiva concedida a jornalistas.

Haddad rebateu as análises sobre os desafios com a nova composição do parlamento ao resgatar o histórico recente do Poder Executivo junto ao Congresso Nacional. “Falaram o mesmo do Congresso passado.

E nós aprovamos todas as medidas necessárias”, declarou o ex-ministro ao comentar os possíveis entraves à articulação política. Diante desse cenário, Haddad enfatizou que a gestão reeleita precisa fortalecer as vias de interlocução direta com a sociedade civil.

Ele pontuou que o engajamento observado na reta final da disputa eleitoral transformou a dinâmica política do país, exigindo uma postura mais aberta por parte do governo. “Quem assistiu ao que aconteceu nos últimos 15 dias no Brasil não pode ter ficado conformado com a maneira como a população reagiu.

Todo mundo saiu do conformismo, todo mundo saiu da passividade”, afirmou. Na visão de Haddad, o resultado das urnas cobra uma postura de maior diálogo e debate das resoluções com a população.

Ele relacionou o triunfo das urnas à proteção da democracia e da soberania do país, ressaltando que Lula recebeu a confiança do eleitorado por conta de sua bagagem pública em meio a um quadro internacional complexo. Entre as prioridades da administração, citou a manutenção do ritmo de expansão da economia, a redução do desemprego e o controle da inflação.

Ao avaliar a conjuntura política das Américas, o ex-chefe da Fazenda ressaltou a singularidade do processo brasileiro. “Não tem paralelo o que aconteceu no Brasil”, destacou, defendendo que o presidente garantiu o respeito à vontade popular e ao país.

“O Brasil não tem tamanho para ser quintal de ninguém. E esse recado o povo também deu”, complementou.

Apesar das especulações de bastidores que o apontam como nome para chefiar a Casa Civil a partir de 2027, Haddad evitou detalhar os rumos de sua trajetória ou se assumirá a coordenação política do Executivo. Durante a conversa com a imprensa, o ex-ministro sustentou a estratégia de gestão das contas públicas adotada até aqui.

Haddad argumentou que o governo vem buscando o equilíbrio fiscal sem repassar custos às camadas mais vulneráveis e sem comprometer verbas essenciais para a saúde e a educação. Por fim, contestou as propostas de ajuste fiscal apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL), criticando a ausência de especificação sobre a origem dos cortes de gastos.

Segundo o ex-ministro, a diretriz de Lula consiste em harmonizar a responsabilidade das contas públicas com o fortalecimento da rede de proteção social.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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