Guarda Revolucionária do Irã realiza treinamento com armas para civis conseguirem 'atirar no invasor'
A Guarda Revolucionária iraniana reuniu grupos de moradores de Teerã, capital do país, para ensinar a usar um fuzil de assalto AK-47, caso precisem defender o país. Foi explicado como manejar a arma, como desmontando, carregando, vendo qual munição usar e mais.
Um curso rápido, de cerca de meia hora, com a ajuda de painéis ilustrados em estações de treinamento espalhadas pela capital.
As sessões, que começaram há mais de duas semanas, preparam civis de todas as classes sociais para uma retomada dos combates.
'O objetivo é promover a cultura do martírio e da vingança pelo sangue do líder', diz um instrutor, referindo-se ao Líder Supremo Ali Khamenei, morto nos ataques surpresa israelenses-americanos que deflagraram a guerra em 28 de fevereiro.
Até o momento, o treinamento se limitou ao uso de fuzis de assalto, mas outras armas serão introduzidas nos próximos dias.
Entre os que observavam os treinos da Guarda Revolucionária, estavam homens com pouca experiência militar e mulheres de chador, algumas com faixas na cabeça e pulseiras com a bandeira iraniana. Mas também crianças e adolescentes, ansiosos para serem fotografados posando com os fuzis.
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Irã admite que usou cessar-fogo para fortalecer as capacidades de combate caso guerra retome
Míssil iraniano atinge Israel em meio a guerra no Oriente Médio.
JACK GUEZ / AFP
O Irã tratou o período de cessar-fogo com os Estados Unidos como tempo de guerra e o está utilizando para fortalecer suas capacidades de combate, afirmou o porta-voz do exército nesta terça-feira (19) para a agência de notícias iraniana ISNA.
'O exército da República Islâmica tratou o período de cessar-fogo como um tempo de guerra e aproveitou a oportunidade para fortalecer seu poder de combate', disse Mohammad Akraminia.
Ele alertou que, se o Irã fosse atacado novamente, o exército abriria 'novas frentes' com novas ferramentas e métodos.
A afirmação acontece pós o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que havia suspendido o lançamento de uma nova ofensiva na esperança de chegar a um acordo.
'Se o inimigo for tolo o suficiente para cair novamente na armadilha sionista e lançar uma nova agressão contra o nosso amado Irã, abriremos novas frentes contra ele, com novos equipamentos e novos métodos', completou.
Trump afirma que tem adiado um novo ataque ao Irã 'há algum tempo'
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração no salão oval da Casa Branca.
Kent NISHIMURA / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vem adiando um novo ataque ao Irã 'há algum tempo' e esperava que 'seja para sempre'.
A afirmação foi feita em um evento na Casa Branca. Segundo ele, seria importante que Teerã precisa formalizar seus termos nucleares por escrito. Em meio a isso, destacou que tiveram progressos e 'desenvolvimentos positivos'.
'A Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e outros me perguntaram se poderíamos adiar o ataque ao Irã por dois ou três dias. Eles pediram um curto período de tempo porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo', completou.
Depois, Trump disse que vê 'uma excelente chance' de chegar a um acordo com o Irã 'sem ter que voltar aos bombardeios'. Segundo ele, através dos intermediários, havia boas oportunidades de uma 'solução'.
'Não permitiremos que o Irã adquira armas nucleares. Fui contatado por esses três países, além de outros, que estão negociando diretamente com nossos países e com o Irã, e parece haver uma excelente chance de encontrarmos uma solução. Se pudermos fazer isso sem bombardeios impiedosamente contra eles, ficarei muito feliz', disse ele a repórteres.
Além disso, nessa segunda-feira (18), a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, reforçou que o Irã também deve abandonar suas ambições nucleares.
Ela explicou que o Irã não pode ter enriquecido urânio, e isso representa uma linha vermelha nas negociações, juntamente com a completa paralisação do programa nuclear iraniano.
