Uma greve surpresa paralisou, nesta terça-feira (20), as seis linhas de metrô e uma de VLT em Buenos Aires, após a detenção de três líderes sindicalistas durante um protesto, informaram a empresa operadora e o sindicato do setor.
A operadora Emova informou, pouco depois das 10h00 (horário local e de Brasília), que "todas as linhas estão interrompidas devido a uma medida de força sindical".
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Não há previsão para o restabelecimento do serviço, conhecido na Argentina como "Subte", que transporta cerca de 800.000 passageiros por dia na cidade.
"Não haverá serviço de metrô até a imediata libertação dos companheiros detidos", alertou, em comunicado, a Associação Sindical dos Trabalhadores do Metrô e Premetro, que denunciou uma criminalização do protesto.
O sindicato explicou que o conflito começou após a aplicação de uma sanção a um trabalhador, considerada abusiva. Em resposta, os funcionários liberaram as catracas na estação terminal da Linha B, permitindo a entrada gratuita de passageiros.
A polícia tentou impedir a ação, o que resultou em um confronto após o qual três trabalhadores foram detidos por obstruir a atuação das forças de segurança, explicou o secretário de Segurança da cidade, Maximiliano Piñeiro, à rádio La Red.
A Promotoria também emitiu um mandado de prisão contra o funcionário que abriu uma porta de emergência para permitir a entrada gratuita de passageiros; ele, no entanto, não foi detido porque "está entrincheirado" em um escritório, segundo Piñeiro.
"Quem bloqueia um serviço essencial vai preso. Sem rodeios", escreveu no X o prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri. "Não vamos aceitar extorsões mafiosas."
Em junho, o governo de Macri determinou que os serviços de metrô e Premetro (VLT) deveriam manter, no mínimo, 50% de seu funcionamento durante greves, por serem considerados serviços essenciais.
Folha de Pernambuco