A França enfrenta nesta quinta-feira (5) uma greve nacional que interrompe serviços públicos e provoca manifestações em diferentes cidades do país. Em Paris, a Torre Eiffel foi fechada ao público, segundo comunicado publicado no site oficial do monumento.
A expectativa, de acordo com a agência AFP, era de que até 80 mil pessoas participassem dos atos na capital. Leia: Ativista pró-democracia de Hong Kong é condenado a mais 10 anos de prisão
Ameaça de bomba: Europa registra ao menos 22 voos comerciais afetados nesta semana A mobilização reúne sindicatos e estudantes em uma onda de protestos que se estende há semanas.
As paralisações atingem setores como educação e transporte ferroviário, enquanto manifestantes foram às ruas em cidades como Marselha, Nantes e Paris. Entre os participantes estão integrantes da Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais centrais sindicais francesas.
Protestos começaram com reivindicações estudantis O movimento teve início com estudantes do ensino médio, que protestavam contra as condições de ensino.
As manifestações ganharam força em meio à insatisfação com o aumento do custo de vida e a desigualdade social. A mobilização culminou, em 17 de outubro, em episódios de violência que foram apontados como os piores distúrbios registrados na França em anos.
A paralisação ocorre enquanto o governo enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas da segunda maior economia da União Europeia, em um cenário de pressão política às vésperas das eleições presidenciais previstas para 2027.
O Globo