Grávida, Caroline Dallarosa revela bastidores da gravidez, mudanças na rotina e planos para a filha

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Caroline Dallarosa está prestes a viver um papel que, desta vez, não foi escrito para a televisão ou para o cinema. Aos 23 anos, a atriz, conhecida por personagens como Anjinha, de "Malhação: Toda Forma de Amar", Arminda, de "Além da Ilusão", e pela participação em "Garota do Momento", se prepara para a chegada de Lia, sua primeira filha. Na reta final da gestação, entre consultas, exames e os preparativos para o nascimento, ela começa a experimentar uma rotina diferente daquela marcada por roteiros e gravações. E, junto com a expectativa pelo encontro, surgem também dúvidas, descobertas e uma nova maneira de olhar para a própria vida. Ary Mirelle reflete sobre a maternidade após filhos com João Gomes: 'Muita coisa passou a fazer sentido' Nova rainha de bateria da Grande Rio, Anitta ganha dicas de Paolla Oliveira para o cargo: 'Não acredito em substituição' "Está sendo uma loucura muito gostosa. Acho que ainda tem momentos em que eu paro e penso: 'Meu Deus, eu vou ser mãe' (risos). É tudo muito novo pra mim e eu estou descobrindo as coisas conforme elas acontecem mesmo. Ao mesmo tempo que tem ansiedade, um milhão de dúvidas, tem uma felicidade que eu nunca tinha sentido desse jeito. Hoje minha cabeça está na chegada da Lia, quero deixar tudo pronto, fico imaginando como ela vai ser, com quem vai parecer (na verdade, já dá pra ver pelo ultrassom que é idêntica ao papai)... Acho que nunca esperei tanto para conhecer alguém na minha vida", revela. A proximidade do nascimento também fez Caroline rever prioridades. Situações que antes pareciam grandes perderam espaço diante de questões que agora considera mais importantes, como a construção da família e as memórias que pretende criar com a filha. "Tudo ganha outro peso. Coisas que antes pareciam enormes, hoje eu penso: 'Gente, por que eu estava sofrendo tanto com isso?'. Você começa a escolher melhor onde coloca sua energia. Hoje tudo me dá preguiça, as situações do dia a dia que eu sofria antes, agora não mais. E comecei a pensar muito mais em futuro, família, casa, nas memórias que eu quero criar. Antes eu pensava muito na minha vida como 'eu', nos meus sonhos, no meu trabalho, nas coisas que eu queria viver. Agora automaticamente eu penso em nós. Acho que também fiquei mais sensível. Choro por absolutamente tudo, então talvez não seja o melhor momento para avaliar isso, reta final dizem que é pior nesse sentido, né? (risos)", observa. Apesar de já imaginar como gostaria de exercer a maternidade, a atriz reconhece que parte das certezas só será colocada à prova depois do nascimento. Entre os desejos está o de construir com Lia uma relação de confiança, inspirada no vínculo que mantém com a própria mãe. "É muito fácil a gente falar 'vou ser assim, não vou fazer isso, vou fazer aquilo' e aí chega o bebê e muda tudo. Tenho certeza que vou ser a mãe que 'paga a língua' em algum aspecto, que não sei qual ainda (risos). Mas eu quero muito ser uma mãe presente. Quero que a Lia tenha liberdade comigo, que ela possa me contar as coisas sem ter medo, inclusive quando fizer alguma coisa errada. Claro que quero educar, colocar limites, ensinar o que é certo e errado, mas quero principalmente que ela saiba que eu sou o porto seguro dela, porque a minha mãe era o meu. Então, quero ser o dela. E eu já sei que vou ser meio mãe babona. Se eu já sou assim com ela dentro da barriga, imagina quando nascer", projeta. Caroline Dallarosa fala sobre chegada da filha e revela desejo para a maternidade Divulgação Camila Cardoso A espera também mobilizou pessoas próximas, que acompanham os preparativos e já fazem planos para conhecer a bebê. Entre compras e exames, outra brincadeira ganhou espaço: os palpites sobre a aparência de Lia. "É muito especial. A Lia nem nasceu e já tem um fã-clube inteiro esperando por ela. Todo mundo quer participar, quer saber dos exames, pergunta se ela mexeu, quer comprar alguma coisa... e eu acho muito bonitinho ver o quanto ela já é amada. Também é muito engraçado porque agora todo mundo tem um palpite. Com quem vai parecer (não teve uma pessoa que disse a mãe ainda), se vai nascer cabeluda, a cor do olho, o tamanho... Cada pessoa tem uma teoria diferente. Eu fico só ouvindo e esperando outubro chegar para ver quem acertou", brinca. Alguns dos momentos mais marcantes da gravidez, no entanto, ficaram restritos à experiência da atriz. Ouvir os batimentos cardíacos e sentir os primeiros movimentos da filha foram acontecimentos que ajudaram a tornar mais concreta a ideia de que há uma nova pessoa a caminho. "Ouvir o coração pela primeira vez mexeu muito comigo. Acho que foi quando caiu a ficha de verdade. Sentir ela mexer foi uma coisa muito forte também, porque é muito doido pensar que tem uma pessoa ali dentro e que, de alguma maneira, vocês já estão se conhecendo. Hoje eu já sei alguns horários que ela mexe mais, à noite principalmente. Às vezes eu converso com ela e fico esperando ela responder com um chute... É uma relação que já existe antes mesmo de eu conhecer o rostinho dela. Agora, nessa reta final, eu acho que estou cada vez mais ansiosa para o momento de olhar para ela", descreve. Grávida, Caroline Dallarosa revela como imagina a relação com a filha Divulgação Camila Cardoso Com a maternidade prestes a começar, Caroline também já pensa no que gostaria de transmitir à filha ao longo dos anos. Mais do que antecipar regras, fala sobre autonomia, acolhimento e a segurança de ter na família um lugar para onde sempre poderá voltar. "Eu quero muito que Lia seja segura de quem ela é. Que não cresça tentando se encaixar ou tentando agradar todo mundo, porque isso é impossível. Quero ensinar que ela pode errar, mudar de ideia, começar de novo, escolher outro caminho... e que nada disso faz dela menos forte. Quero que seja uma pessoa boa, que trate as pessoas bem, mas que também saiba se colocar e não aceitar qualquer coisa só para ser amada, que ela respeite os animais e ame eles da forma que eles merecem. E principalmente quero que saiba que comigo ela sempre vai ter casa. Não importa quantos anos tenha, onde esteja ou o que esteja acontecendo na vida dela. Quero que cresça sabendo que o amor da família dela não depende de acertar o tempo inteiro. No final, acho que quero criar a Lia para o mundo, mas fazer com que ela sempre tenha vontade de voltar para casa", resume.

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