Em apenas dois meses, a capital paulista e a Grande São Paulo registraram mais vítimas de homicídio encontradas em locais públicos do que em todo o ano de 2025. Fórmula 1: GP de São Paulo terá reforço de mil policiais por dia
Quantidade de corridas de rua aumenta 54% em um ano em São Paulo Desde 5 de setembro, foram 20 casos, 15 deles apenas na cidade de São Paulo.
O número supera em 11% os 18 registros de todo o ano passado. Um levantamento da CBN, feito com dados da Secretaria da Segurança Pública, mostra que essas ocorrências já vinham crescendo ano após ano.
Foram oito casos em 2023, 13 em 2024 e 18 em 2025. Mas houve uma aceleração especialmente forte nos últimos dois meses.
O levantamento considera apenas vítimas de homicídios dolosos encontradas em locais públicos, sem incluir mortes no trânsito. Corpo encontrado em córrego
E essa sequência de corpos abandonados ganhou um novo episódio na madrugada desta sexta-feira (6). Um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro de um córrego, na Vila Jaraguá, Zona Norte da capital.
A vítima vestia apenas roupas íntimas e foi localizada por volta das 5h30 da manhã por uma pessoa que passava pela Avenida Jequiti a caminho do trabalho. A perícia ainda precisa determinar as circunstâncias da morte e se houve homicídio.
Por isso, o caso não integra a contagem. Enquanto isso, a Polícia Civil avançou nas investigações sobre a sequência de assassinatos e conseguiu esclarecer a motivação de quatro deles.
As vítimas teriam sido mortas por desavenças com criminosos ou por descumprirem regras impostas por esses grupos. Em um dos casos, um usuário de drogas teria desviado dinheiro do tráfico.
Em outro, a vítima foi assassinada por cometer furtos sem autorização. Uma terceira pessoa teria sido morta por denunciar traficantes.
O quarto homicídio também envolve um conflito com criminosos. Para os demais casos, uma das principais hipóteses é a atuação dos chamados tribunais do crime, que impõem punições, inclusive a morte, a pessoas acusadas de desrespeitar suas regras.
A polícia, no entanto, ressalta que não há evidências de ligação direta entre os assassinatos.
CBN