Governo Trump expulsa diplomata cubano dos EUA em meio ao aumento de tensões

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O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou na quarta-feira, 28, que o governo de Donald Trump está expulsando um diplomata cubano do país, em meio à escalada nas tensões entre Washington e Havana. O processo de expulsão segue uma discussão acalorada no plenário da Assembleia Geral da ONU entre Waltz e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, durante uma sessão sobre o embargo econômico contra a ilha caribenha.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, “assinou a papelada para expulsar o diplomata cubano, o primeiro-secretário da delegação deles”, disse Waltz. “Ele já foi.

Vai estar num avião para Havana nas próximas 24 horas”, disse Waltz em entrevista à Fox News. Ele acusou o diplomata de empurrar e tentar “agredir um de nossos diplomatas americanos”.

Em outra entrevista à Fox, na quarta-feira, o representante afirmou que o diplomata “estará num voo de volta a Havana e fora deste país hoje”. Continua após a publicidade

Vídeos da sessão de terça-feira mostram integrantes da delegação cubana batendo em uma mesa, enquanto Rodríguez grita pedindo uma “questão de ordem” durante fala de Waltz. O chanceler cubano então se aproxima do púlpito e ambos começam a gritar um com o outro.

Outro vídeo mostra um diplomata cubano afastando com a mão o celular de um diplomata americano que fazia gravações, afirmando que a pessoa estava invadindo seu espaço pessoal. Continua após a publicidade

Em nota, a Missão de Cuba na ONU expressou profunda preocupação com o incidente, afirmando que um diplomata dos EUA invadiu o espaço pessoal do diplomata cubano para filmá-lo e publicar os vídeos nas redes sociais, com a intenção de prejudicar sua reputação. Um dia depois, na quarta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou por ampla maioria uma resolução que condena o antigo embargo americano a Cuba, com 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções.

Continua após a publicidade Embargo de Trump

Desde janeiro, o governo Trump ameaça impor sanções aos países que fornecem combustível a Cuba, intensificando a pressão sobre uma economia já fragilizada pelas sanções americanas desde 1962. Desde o início do ano, apenas um petroleiro russo atracou na ilha.

No início de maio, Washington também começou a implementar um regime de “sanções secundárias” contra empresas estrangeiras que comercializam com Cuba, levando à saída de inúmeras empresas, principalmente dos setores do turismo e mineração, duas importantes fontes de renda para a ilha de 9,4 milhões de habitantes.

O embargo turbinado escancarou os já sérios gargalos na infraestrutura enérgica de Cuba, provocando apagões cada vez mais recorrentes devido à falta de combustíveis. A crise econômica se exacerbou, criando uma das piores conjunturas para a nação caribenha em décadas.

Continua após a publicidade Em setembro, Cuba informou que o embargo dos Estados Unidos causou prejuízos de mais de US$ 8 bilhões (aproximadamente R$ 41 bilhões, na cotação atual) entre março de 2025 e fevereiro de 2026, um “valor recorde”, segundo o relatório apresentado pelo ministro das Relações Exteriores.

O valor, 7% superior ao ano anterior, “não inclui os danos causados pelo bloqueio energético” imposto por Washington nos últimos sete meses, nem as “sanções secundárias” aplicadas desde maio contra entidades cubanas, afirmou Rodríguez ao apresentar o documento à imprensa. Publicidade

Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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