Governo Trump amplia exigência de caução de R$ 78 mil para vistos de turismo e negócios; lista agora abrange 50 países
O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que passará a exigir que cidadãos de 50 países paguem uma caução de US$ 15 mil (R$ 78 mil) para solicitar entrada nos Estados Unidos. Segundo um funcionário do Departamento de Estado americano que falou à agência Reuters sob anonimato, 12 países serão adicionados a uma lista que já inclui outros 38, majoritariamente africanos. O Brasil não está incluído.
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O programa ampliado de caução entrará em vigor em 2 de abril e exigirá o pagamento para vistos de turismo e negócios (B1 e B2), com o objetivo de evitar permanência além do prazo. Segundo o funcionário do departamento, o valor cobrado será devolvido quando o portador do visto deixar os EUA em conformidade com os termos e aos que não viajarem.
Os novos países incluídos no programa são Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurício, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua Nova Guiné, Seychelles e Tunísia. Já estavam na lista: Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benin, Butão, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Quirguistão, Malawi, Mauritânia, Namíbia, Nepal, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tajiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Turquemenistão, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.
Desde que assumiu o poder para um segundo mandato em janeiro do ano passado, Trump adotou uma política migratória extremamente rígida, com deportações, revogação de vistos e restrições a manifestações de imigrantes.
Os visitantes também estão enfrentando uma fiscalização mais rigorosa na fronteira, com aumento nas buscas em dispositivos eletrônicos, algumas resultando em detenções e recusas de entrada. Além disso, tirar o visto americano também ficou mais caro com regras recém implementadas, e pedidos de visto para alguns estudantes também estão mais restritos.
Em junho passado, o republicano também decidiu proibir ou restringir a entrada de cidadãos de 19 países localizados na África, com população de maioria muçulmana ou governados pela esquerda, como Cuba e Venezuela.
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Queda no turismo
No ano passado, enquanto o turismo cresceu mundialmente, os Estados Unidos foram o único grande destino a registrar queda no número de visitantes estrangeiros, com uma redução de 6%, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, uma entidade do setor. Em janeiro, o declínio de visitantes internacionais continuou, com recuo de 4,8% em relação a janeiro de 2025.
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Visitantes do Canadá, normalmente a segunda maior fonte de turismo para os Estados Unidos depois do México, despencaram 28% em janeiro em comparação com janeiro de 2024.
Outros mercados importantes, como Alemanha e França, também registraram quedas significativas, enquanto o Reino Unido, o maior mercado emissor de longa distância para o turismo dos EUA, apresentou crescimento marginal de 0,5% em comparação com o ano anterior.
Com agências internacionais.
