Governo Milei apresenta projeto para endurecer medidas contra empresas que operam nas Malvinas

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Fonte da notícia: CBN CBN

Em mais uma medida que atinge as Ilhas Malvinas no conflito político com o Reino Unido, o governo de Javier Milei apresentou um projeto de lei para o Congresso argentino para endurecer medidas contra empresas que operam nas ilhas. O local é controlado pelo governo britânico, mas reivindicados pelos argentinos. O texto 'Lei para a defesa da soberania nacional'. A proposta foi apresentada nesta quinta (17) e divulgada após a Argentina dizer na última semana que tinha começado a aplicar sanções contra 60 empresas e pessoas ligados à exploração de petróleo em águas perto das Malvinas.

O presidente argentino defendeu 'suspensão de outras discussões' e 'prioridade máxima' para os líderes, de acordo com a imprensa argentina. Milei diz em pronunciamento na TV que é preciso 'recuperar' as Malvinas; Reino Unido responde Ilhas Malvinas foram disputadas por Argentina e Reino Unido em um conflito. Reprodução O presidente argentino, Javier Milei, afirmou em um pronunciamento na TV dizendo que as Ilhas Malvinas são território argentino 'histórica e legalmente'. Ele acrescenta: 'Não há como discutir. Eles fazem parte do território argentino'. Milei prestou homenagem às centenas de soldados mortos durante o conflito de 74 dias em 1982. Depois, ele defendeu que as ilhas são 'relevantes para o país' e que 'não há outro caminho' a não ser da recuperação do território. O presidente afirma que as ilhas 'são o nosso futuro'. 'Precisamos recuperar essas ilhas, que são de importância nacional. Não há outro caminho a seguir. É a melhor maneira de homenagear aqueles que sacrificaram suas vidas por esta causa. É nossa obrigação, como nação, honrar sua memória'. O presidente da Argentina afirma que a reivindicação do país sobre as Ilhas Malvinas está 'enfrentando um novo temor', alegando que o Reino Unido 'não atendeu' ao apelo das Nações Unidas para não realizar 'ações unilaterais' no território. 'Há mais de 50 anos, as Nações Unidas vêm apelando à Argentina e ao Reino Unido para que não tomem medidas unilaterais no território das ilhas até que a disputa seja resolvida, incluindo o uso de seus recursos nacionais. No entanto, o Reino Unido tem sistematicamente falhado em atender a esse apelo'. Ele ainda defendeu a construção de uma base naval no sul argentino para ajudar no fortalecimento da presença militar na região. Em resposta ao tema, ao menos duas autoridades do governo do Reino Unido responderam. O secretário de Defesa, Wes Streeting, enfatizou a posição das Ilhas Malvinas como território britânico. 'A declaração de Milei durante a noite nos diz mais sobre a política interna da Argentina do que sobre as Ilhas Malvinas. As Ilhas Malvinas são britânicas porque os habitantes das Ilhas Malvinas escolhem ser britânicos. O nosso compromisso com as Ilhas Malvinas é absoluto e inabalável', disse nas redes sociais. Já o ministro das Relações Exteriores, Ed Mibiliand, afirmou que a posição do Reino Unido em relação às ilhas era 'inabalável'. 'As ilhas são britânicas e assim permanecerão, porque essa é a posição esmagadora dos ilhéus. O seu direito à autodeterminação é primordial, está alicerçado no direito internacional e iremos defendê-lo resolutamente', publicou nas redes. Já o governo oficialmente afirmou que deseja fortalecer relações com a Argentina. 'De forma mais ampla, continuamos a manter uma relação diplomática com a Argentina e, da nossa perspectiva, queremos continuar a fortalecê-la. Eles já são nosso terceiro maior parceiro comercial na região, e isso vai continuar', declarou o porta-voz Javier Milei, presidente da Argentina Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo

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