Governo lança plano com previsão de R$ 1,2 trilhão em aportes para infraestrutura logística até 2050

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Fonte da notícia: Valor Valor

O governo federal lança hoje o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, que estabelece diretrizes e diagnósticos que irão orientar os investimentos públicos e privados e a formulação de políticas no setor de infraestrutura nos próximos 24 anos. O Executivo prevê R$ 1,225 trilhão em aportes para infraestrutura logística no período.

Desse montante, a projeção do Ministério dos Transportes é de R$ 734,4 bilhões em investimentos privados e R$ 490,5 bilhões em investimentos públicos. Os valores foram antecipados pela colunista Lu Aiko Otta e publicados pelo Valor.

O lançamento será oficializado em evento nesta quarta-feira, em Brasília. Estão presentes os ministros dos Transportes, George Santoro e de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. O projeto é fruto de um trabalho conjunto das pastas de transportes e contou com a participação do Ministério do Planejamento e Orçamento e da Casa Civil.

O PNL 2050 foi criado em atenção ao decreto de 2024 que instituiu o Planejamento Integrado de Transportes e tem como propósito a identificação das necessidades e oportunidades de médio e longo prazo para a infraestrutura logística brasileira, visando à eficiência, à redução de custos, ao aumento da competitividade e à melhor conexão entre os diferentes modais de transportes.

A ideia do governo é que, a partir das diretrizes, as secretarias nacionais dos diferentes segmentos dos transportes terrestres e aquaviários estruturem planos setoriais de médio e longo prazo para especificar iniciativas e intervenções em cada um dos cinco modais, além de seguir com a formulação de futuros projetos.

De acordo com o Ministério dos Transportes, entre as prioridades do plano estão o estímulo à intermodalidade e à diversificação da matriz de transportes, com maior integração entre os modais. A medida busca reduzir custos, tempo de deslocamento e emissões, além de diminuir a dependência do transporte rodoviário, ampliar a segurança nas estradas e a competitividade do Brasil.

Outra prioridade é a ampliação das malhas de transportes, como a ferroviária, que conta atualmente com cerca de 30 mil quilômetros. Segundo dados da Infra S.A., 54% da movimentação de cargas no país está concentrada nas rodovias, enquanto as ferrovias respondem por 27% e o segmento aquaviário, por 19%. O modal aéreo representa menos de 1%.

Ainda, considera a integração territorial e a acessibilidade da população, sobretudo em regiões remotas que dependem da infraestrutura para receber itens essenciais. A estratégia passa pela expansão ferroviária, pelo fortalecimento das hidrovias, pela ampliação das operações aéreas e pela manutenção de trechos terrestres que se integram aos demais modais.

Andrew Martin/Pixabay

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