Governo estima R$ 67,5 bi em receitas extras com efeitos guerra, diz secretário do Tesouro

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Fonte da notícia: Valor Valor

O governo estima em R$ 67,5 bilhões as receitas adicionais em 2026 relacionadas aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Do lado dos gastos e renúncias, R$ 32,4 bilhões já estavam comprometidos com medidas adotadas até agosto, valor que vai aumentar com as novas ações anunciadas em setembro. Os números foram detalhados hoje pelo secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal.

Dos R$ 32,4 bilhões, R$ 24,4 bilhões correspondem a créditos extraordinários já abertos para despesas, principalmente subvenções a combustíveis, e R$ 8 bilhões a renúncias de receitas com desonerações adotadas no início do ano.

A conta ainda não incorpora os R$ 7 bilhões em novas medidas anunciadas em setembro, entre a desoneração de gasolina e etanol e a nova subvenção ao diesel. Com essas medidas, o impacto fiscal total chega a cerca de R$ 40 bilhões, valor detalhado na semana passada pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

Dos R$ 24,4 bilhões já abertos em créditos extraordinários em decorrência da guerra, R$ 7,8 bilhões haviam sido efetivamente pagos até agosto. Há pagamentos adicionais em setembro, mas os dados do mês ainda não foram fechados.

Já as receitas adicionais são estimadas em R$ 67,5 bilhões em 2026, considerando a diferença entre o previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) e as projeções atualizadas no último relatório bimestral. Desse total, R$ 46,5 bilhões vêm de receitas relacionadas à venda de óleo, participações e royalties, e R$ 21 bilhões, do imposto de exportação.

Esse cálculo não inclui eventuais efeitos sobre os dividendos pagos pela Petrobras. Segundo Leal, parte desse impacto deve aparecer apenas em 2027, já que os resultados da companhia no segundo semestre de 2026, período mais afetado pela guerra, ainda serão apurados e poderão se refletir nos dividendos pagos no próximo ano. Em 2026, parte dos dividendos recebidos pela União ainda corresponde ao lucro apurado pela estatal em 2025.

José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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