O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pediu ao governo estadual na semana passada que alugue geradores de energia para 49 escolas estaduais que sofrem com "descontinuidade ou vulnerabilidade no fornecimento elétrico". Segundo ofícios do tribunal e da Secretaria de Educação, o principal motivo por trás do problema são os furtos de cabos e fiação.
Leia mais: Pressionado para desistir na reta final da disputa presidencial e apoiar Flávio, Zema diz que levará candidatura 'até o final' Brasil: Zanin manda Anatel garantir acesso gratuito a sites e aplicativos da Justiça Eleitoral nas eleições Até o momento, três empresas apresentaram propostas. Os valores ofertados ficam próximos de R$ 1,1 milhão por turno. Procurada nesta segunda-feira, a Secretaria de Educação disse que aguarda um parecer da Procuradoria Geral do Estado antes de decidir qual empresa fornecerá os equipamentos.
São Gonçalo e Nova Iguaçu são os municípios com mais escolas que necessitam de receber o serviço, com 10 e 9 unidades de ensino listadas pela Justiça Eleitoral. Também aparecem na lista São João de Meriti, com 6 escolas; Itaboraí (4), Duque de Caxias (3); Queimados (3); Itaguaí (2) e Belford Roxo (2). Já Cachoeiras de Macacu, Japeri, Magé, Mesquita, Paracambi e Seropédica tem uma escola cada com problemas no fornecimento de energia. Na capital, quatro unidades de ensino são citadas.
Em um ofício enviado no dia 25 de setembro, a diretora-geral do TRE-RJ, Eline Iris da Silva, frisa "a extrema urgência" na instalação dos geradores para assegurar "o pleno funcionamento das seções eleitorais, a iluminação adequada dos locais de votação e a transmissão tempestiva de dados" das urnas, nos dois turnos das eleições. Os geradores deverão operar tanto no domingo de eleição, quanto no sábado que o antecede.
Também no dia 25, a secretária de Educação do Rio, Luciana Calaça, autorizou a adoção "imediata e prioritária" de todas as medidas administrativas necessárias à contratação dos geradores. No documento, ela determina a "articulação permanente" com o TRE-RJ para caso de novos furtos serem identificados nos próximos dias.
Como mostrou O GLOBO no início do mês, 104 escolas estaduais ficaram sem luz devido a furtos de cabos de energia desde 2024, interrompendo projetos que dependiam de tecnologia e encurtando o tempo de aula. Em alguns casos, o período sem fornecimento de eletricidade durou até dez meses. A estimativa da Secretaria de Educação é que os furtos tenham causado um prejuízo de aproximadamente R$ 9,9 milhões ao longo dos anos.
O Globo