Nossa Senhora, Bolsa Família, bets: entenda os movimentos da corrida presidencial detectados pela Quaest

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A primeira pesquisa Quaest da semana final da eleição, contratada pelo GLOBO e a TV Globo, indica uma melhora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segmentos importantes, como mulheres e católicos, e um afunilamento ainda maior na corrida entre ele e Flávio Bolsonaro (PL). Depois da controvérsia em torno de Nossa Senhora de Aparecida e de medidas como a restrição às bets e o reajuste do Bolsa Família, o candidato à reeleição oscilou para cima nos dois turnos, voltou a liderar fora da margem de erro no primeiro, e viu a aprovação ao governo melhorar. Além dos dois segmentos, os eleitores “independentes” — aqueles que não se declaram nem de direita, nem de esquerda, tampouco bolsonaristas ou lulistas —, foram decisivos para o movimento favorável. Quaest: Lula tem 39% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro marca 34% Mais Quaest: com 42%, Lula e Flávio Bolsonaro voltam a empatar numericamente em simulação de 2º turno No primeiro turno, com dois pontos a mais do que na semana passada, Lula tem 39%, e Flávio, com um a mais, chega a 34%. A variação positiva dos dois se deu na esteira do encolhimento dos demais candidatos, que agora somam apenas 12%, e dos indecisos, que passaram de 8% para 5%. Na contramão, cresceu em três pontos o percentual dos que dizem que vão votar em branco ou nulo, que agora é de 10%.

O instituto voltou a registrar, na simulação de segundo turno, empate numérico entre Lula e Flávio, em 42%. O filho de Jair Bolsonaro mantém o mesmo resultado pelo terceiro levantamento seguido. Medidas populares Três apostas recentes do presidente para tentar impulsionar a reeleição são aprovadas pela maioria da população. A restrição às apostas esportivas é a mais popular, com 62% de aval — soma dos 40% que sabiam da medida e a apoiam com os 22% que não sabiam, mas a consideram uma boa ideia. Presidente Lula anunciou medida provisória que proíbe as bets Edilson Dantas/Agência O Globo Já o reajuste de 15% do Bolsa Família, que passou de R$ 600 para R$ 691, agrupa 59% de aprovação. Tecnicamente no mesmo patamar, o oferecimento de canetas emagrecedoras pelo SUS para tratar obesidade marca 58%. A pesquisa é a primeira depois que Lula decidiu, via medida provisória, proibir o funcionamento das bets. Como a Quaest foi a campo entre quinta-feira e domingo, e a proibição foi anunciada na sexta, as entrevistas se deram parte antes e parte depois da iniciativa. Entre as clivagens da pesquisa, a religiosa ganhou protagonismo por causa do episódio envolvendo a Nossa Senhora de Aparecida. Depois que apoiadores de Lula passaram a acusar Flávio de ser contra a padroeira do Brasil, a controvérsia que tomou conta das redes na última semana fez com que os católicos dessem cinco pontos a mais de intenção de voto ao petista no primeiro turno do que na semana passada (48% ante 29% de Flávio). Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) Cristiano Mariz / Brenno Carvalho / Agência O Globo Parcela importante na distribuição da Quaest, os eleitores independentes também foram importantes para as mudanças. Antes empatado com Flávio nesse grupo, o petista subiu cinco pontos e tem agora 27%, ante 22% do principal adversário. Outro movimento se deu na divisão por gênero. Lula subiu três entre elas no primeiro turno e tem 40%, contra 29% de Flávio; nos homens, o filho de Bolsonaro cresceu cinco e passou a conseguir vantagem numérica de 39% a 37%, embora o placar configure empate técnico. Aprovação e rejeição O presidente registrava algo atípico na história eleitoral brasileira: a aprovação ao governo não estava conseguindo ganhar tração mesmo com o decorrer da campanha, quando há mais espaço para a gestão propagar aos eleitores o que fez nos anos anteriores. Agora, depois de oscilação favorável de um ponto na sondagem anterior, o aval à administração variou mais dois para cima e chegou a 46%. Na fotografia do momento, o desempenho ainda é inferior aos 49% que reprovam o governo, mas a curva da Quaest mostra que o saldo negativo, que era de sete pontos na primeira quinzena de setembro, está em três. Ao medir a rejeição aos candidatos, a pesquisa evidencia a dificuldade que os postulantes têm para ampliar o “teto” eleitoral. Flávio continua com 56%. Lula recuperou um ponto, mas segue no mesmo patamar que o adversário, 54%. A Quaest ouviu 2004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada com o protocolo BR-06520/2026.

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