Goldman Sachs condiciona mandato claro a margem de 4 pontos no segundo turno

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Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

O banco Goldman Sachs distribuiu a clientes, neste domingo (25), dia da votação do segundo turno da eleição presidencial, um relatório que fixa limiares numéricos para julgar a força do próximo presidente antes da apuração. Os economistas do Goldman Sachs escrevem que uma diferença inferior a 1 ponto porcentual sobre o segundo colocado “poderia aumentar o risco de contestação do resultado eleitoral” e seria lida como “um mandato frágil para governar”.

“Uma margem de vitória superior a 4 pontos daria ao vencedor um mandato claro”, completam. Se a apuração da noite confirmar disputa apertada, a régua do banco pode empurrar o dólar para cima e a bolsa para baixo antes do resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O critério para declarar um mandato forte ou frágil não está na Constituição nem na lei eleitoral. Nasce da equipe de economistas de um banco global, que transformou o voto de dezenas de milhões de brasileiros em variável de risco para seus clientes.

O precedente que pesa na leitura O relatório também orienta o que observar nos pronunciamentos desta noite.

“O tom dos discursos de reconhecimento da derrota e de comemoração da vitória indicará se a polarização tende a persistir e se a transição institucional ocorrerá sem sobressaltos”, avaliam. A variável tem lastro recente no Brasil.

Derrotado em 2022, Jair Bolsonaro passou quase dois dias em silêncio após o anúncio do resultado e questionou repetidamente, sem apresentar provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas. Meses depois, em 8 de janeiro de 2023, apoiados do ex-presidente invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

No mesmo documento, os analistas tratam a abstenção como fator de desempate em uma disputa que classificam de “acirrada e altamente polarizada”. O padrão histórico é de alta da abstenção do primeiro para o segundo turno, mas, em 2026, o ponto de partida já superou as taxas das eleições anteriores, observam os economistas.

Por isso, segundo eles, uma abstenção elevada favoreceria, em tese, o senador Flávio Bolsonaro. Ambos os candidatos intensificaram os esforços para levar às urnas o eleitor que faltou no primeiro turno.

Encerrada a contagem, o foco migrará para a formação ministerial e para sinais de políticas públicas e reformas. “Espera-se que os mercados financeiros reajam positivamente, no período pós-eleição, a sinais de pacificação social e de estabilidade política”, escrevem os analistas.

A lista do banco inclui políticas e reformas capazes de impulsionar investimentos e crescimento, em um balanço de longo período de expansão fraca e estagnação social. O diagnóstico vem com números do próprio banco.

Segundo o relatório, o PIB per capita cresceu em média 0,15% em termos reais entre o terceiro trimestre de 2011 e o segundo trimestre de 2026. No mesmo levantamento, o investimento real de abril a junho de 2026 seguia 8,3% abaixo do pico do segundo trimestre de 2013.

“Diante desse quadro, uma mudança no regime de políticas econômicas é urgente”, acrescentam. A última palavra não sai da equipe de economistas de um banco global, e sim das urnas, onde cada eleitor pesa um voto, não 4 pontos.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
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