A Gol decidiu avançar com uma redução da sua operação por causa da disparada do preço do combustível. Segundo fontes, uma das rotas atingidas é a com destino para o Estado norte-americano da Flórida, que foi suspensa.
Ao contrário de concorrentes, a Gol havia mantido um apetite mais elevado para crescer sua operação mesmo diante da crise do petróleo, movimento que deixou competidores contrariados nos bastidores. A Gol ainda avançou com um programa de licença não remunerada.
A informação foi divulgada pelo site Aeroin e confirmada pelo Valor com fontes. Em março deste ano, a aérea iniciou a operação com uma aeronave nova, o Airbus A330, para rotas internacionais.
Entre os trechos anunciados estavam Nova York, Paris, Orlando e Lisboa. O passo foi visto com desconfiança do mercado, sobretudo por se tratar de uma aeronave cara de se operar.
A operação internacional da aérea é centrada no Galeão. A entrada do A330 colocou fim ao modelo de frota única da Gol de 737 da Boeing – algo que era um mantra da aérea e que mudou após a criação da holding Abra, que abraça também a Avianca.
Em nota, a Gol disse que em razão dos aumentos sucessivos do preço do combustível de aviação (QAV), que dobrou e representa cerca de 40% dos custos operacionais da companhia, “está ajustando rotas, com redução e/ou suspensão da operação em alguns trechos". A companhia destacou que o "planejamento de malha é um processo dinâmico e contínuo no setor de aviação comercial e ocorre rigorosamente de acordo com as necessidades da operação como um todo, sem qualquer distinção ou priorização regional por parte da companhia”.
Ainda conforme a nota, a Gol disse que continuará garantindo opções de conectividade aos seus clientes, por meio de voos com conexão ou em parceria com companhias aéreas parceiras, apoiada por sua ampla rede de mais de 60 acordos de “codeshare” e “interline”. A Gol não comentou seus planos de licença não remunerada e quantos funcionários entraram no programa.
Divulgação/Gol
Valor