Com o segundo show do palco Supernova nesta sexta-feira (4), primeiro dia do Rock in Rio 2026, Larissa Luz deu início a um festival à parte dentro da programação oficial, relacionado à obra e à figura de Gilberto Gil.
O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio 2026: Acompanhe o primeiro dia do festival em tempo real Além do show "Rock in Gil com Larissa Luz", o cantor e compositor baiano de 84 anos, atração do Palco Mundo na segunda-feira (7), terá a obra reverenciada em shows de familiares como os netos Bento Gil e Flor Gil (dia 6, no palco Global Village) e os Gilsons (dia 12, no Palco Sunset, com participações de Daniela Mercury e Olodum) — outra representante da família, Mãeana, nora de Gil, também estará no Global Village no dia 6. Larissa Luz canta 'Punk da periferia' e outros rocks de Gilberto Gil Com o sol das 16h ainda batendo em cheio no Supernova, Larissa enfileirou sucessos do Gil, alguns já compostos como rock, como "Punk da periferia", "Extra II (O rock do segurança)", "Divino, Maravilhoso", "Back in Bahia" e "Pessoa nefasta", enquanto outros ganharam roupagem mais pesada, a exemplo de "Realce", "Roda viva", "Palco" e "Toda menina baiana".
— O Gil tem uma obra tão imensa e tão diversificada que muita gente se esquece que ele lançou tantos rocks. Às vezes as pessoas acham que estou fazendo uma versão, quando na verdade a música já tinha sido composta assim. O rock atravessa a história do Gil, mas talvez pore ele não ter feito um recorte como fez com o reggae ou o forró, isso não fique tão evidente — observa a cantora, que se apresenta pela segunda vez no festival. — É muito bom poder apresentar esse show aqui, já que foi inspirado pelo nome do Rock in Rio, como se fosse um festival só dos rocks do Gil.
Gilberto Gil no Palco Sunset do Rock in Rio 2024: cantor e compositor volta ao festival no dia 7 Brenno Carvalho/Agência O Globo Larissa celebra a chance de dar o pontapé nas homenagens que o cantor e compositor baiano receberá, ele mesmo sendo uma das atrações mais esperadas entre os artistas nacionais.
— Ele é um gênio, um grande catalizador, que pegou referências da música internacional e juntou com as nossas brasilidades, criando uma obra única. Muito justo que receba todas as homenagens e que seja um grande mote deste festival, pela contribuição que nos deu na formação como artistas e pessoas.
Crítica: Nova Twins leva pandemônio sonoro ao Palco Mundo do Rock in Rio No telão de led do fundo do palco, junto de fotos do homenageado e animações em IA, a frase "Rock é preto" permaneceu durante toda a apresentação. A cantora espera que o projeto alcance um público maior tendo o festival como plataforma e amplie o alcance de artistas e grupos negros voltados ao gênero: — Acho que estamos vendo um resgate desse caminho que o Gil abriu no rock. Esse ano temos também Black Pantera, MC Tha no festival. Importante lembrar do que grupos como E lembrar do que o Rappa, a Nação Zumbi já fizeram, o que o BaianaSystem está fazendo agora.
O Globo