Genial/Quaest: Rejeição à indicação de Messias para o STF é aprovada por 38% e desaprovada por 35%
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou que a rejeição à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi pouco percebida pela população, mas dividiu a opinião dos eleitores que souberam do caso. O levantamento mostrou que 38% aprovaram a decisão do Senado de barrar a nomeação do AGU para a vaga, enquanto 35% desaprovaram e 27% não souberam ou não responderam.
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O assunto, no entanto, só chegou a 39% dos entrevistados, ante os 61% que afirmaram que não ficaram sabendo. O caso abriu uma crise na relação entre o Planalto e o Senado, em função da desconfiança de que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, articulou na véspera para que aliados votassem contra a nomeação. Desde que a vaga na Corte ficou disponível, com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, Alcolumbre manifestou preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Mesmo diante do mal-estar provocado na relação entre o Planalto e o Congresso, 53% dos entrevistados afirmam que "é direito dos senadores reprovar um nome indicado" e apenas 27% enxergaram a situação como uma "traição ao governo". Outros 20% não souberam ou não responderam.
Percepção sobre o caso Master
O levantamento também testou a visão da população sobre os desdobramentos do escândalo do Banco Master, depois da operação da Polícia Federal (PF) da semana passada, que teve o senador Ciro Nogueira (PP-PI) como alvo. A Quaest mostrou que o percentual dos brasileiros que consideram que o caso afeta "toda a classe política" subiu para 46%. Na divulgação anterior, em março, o índice era de 40%. O cenário ocorre em meio às tentativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em atribuir o caso para seus adversários.
A pesquisa também questionou os eleitores sobre o nível de conhecimento das investigações envolvendo Ciro: 46% alegaram ter ciência das ações contra o senador, enquanto 54% disseram não saber.
Ao todo, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas pelo país entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03598/2026.
